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A internet, em geral, e as redes sociais, em especial, chamam atenção como campos de batalha nos quais se opõem diferentes visões. Algumas pessoas, aproveitando-se do relativo anonimato e das possibilidades de se esconder em grupos reservados ou na famosa Deep Web, agem de maneira deplorável - quando não criminosa, por exemplo, compartilhando material relacionado à pedofilia - na esperança de escapar das sanções legais ou morais que recairiam prontamente sobre seu comportamento no chamado Mundo real.

O caso relatado seguir é um exemplo do conflito entre aqueles que acreditam que a internet é e deve ser uma terra sem leis e sem filtro moral, e aqueles que defendem que o chamado mundo virtual não seja um universo à parte e separado das regras que regem o chamado mundo real.

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O australiano Ryan Hefford usou um grupo exclusivo para homens na rede social Facebook para ofender uma mulher obesa com quem fizera sexo com epítetos relativos ao peso dela e compartilhar fotos do ato sexual deles. Infelizmente para Hefford, um dos membros do tal grupo, outro australiano chamado Hayden Brien, deu um print da postagem de Hefford e postou-a em seu próprio perfil na famosa rede social do bilionário Mark Zuckerberg.

Brien comentou que a postagem de Hefford conseguiu, em um grupo com mais de catorze mil e quinhentos homens, duzentos e trinta likes e mais de cem comentários - muitos congratulatórios para Hefford, levando a piada adiante e zombando ainda mais da moça e nenhum deles defendendo a vítima, cuja imagem foi exposta sem que ela tivesse dado permissão.

Desde o dia 29 do mês passado, quando foi publicada, a postagem crítica de Brien já foi compartilhada mil e duzentas vezes.

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Ele explica que entende que grupos privativos para homens podem fornecer amparo para pessoas que precisam dele, mas que essa utilidade não justifica a misoginia, a homofobia, o racismo e a grosseria em geral que ele via no grupo. Ele explicou ainda que não se tinha manifestado antes por acreditar que o grupo funcionava como "um espaço seguro" em que a classe trabalhadora australiana podia se manifestar sem filtros e sem ter que temer patrulhas.

A postagem expondo uma mulher inocente e fazendo chacota com ela (Hefford comparou-a com uma baleia entre outras ofensas), contudo, explicou em suam postagem o jovem Brien, passou dos limites que ele estava disposto a aceitar calado.

Segundo Brien, a situação, incluindo as imagens da moça e os comentários de outros membros do grupo voltado apenas para o sexo masculino, levou-o a denunciar a postagem ao Facebook, que, no entanto, não viu motivo para agir. Em protesto, então, Brien resolveu divulgar a história em seu perfil.