A homossexualidade é um fenômeno registrado desde o início da história humana. Apesar disso, em muitos momentos históricos, ela foi reprimida e seus praticantes, perseguidos. Nas últimas décadas, porém, os homossexuais conquistado maior aceitação.

Em 1990, por exemplo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) tirou o comportamento de sua lista de doenças mentais. Em 2001, a Sociedade Chinesa de Psiquiatria fez o mesmo - sua contraparte americana já tinha feito isso em 1973.

Embora o consenso científico seja de que a homossexualidade seja uma manifestação normal da sexualidade, há clínicas que prometem curar os homossexuais. Algumas delas usam o disfarce de clínicas para tratamento de alcoólatras ou toxicômanos para evitar a vigilância das autoridades e da sociedade em geral.

Infelizmente, tratamento abusivo não é incomum nesses lugares. A fotógrafa equatoriana Paola Paredes, homossexual assumida, resolveu, depois de ouvir relatos sobre os maus-tratos aos quais as pessoas são submetidas nesses estabelecimentos, fingir querer ser "curada" e foi com os pais conhecer uma das clínicas que prometem curar homossexuais.

Com um microfone no sutiã, ela procurou registrar o que acontecia no local.

Além de usar o microfone, Paola passou meses conversando com ex-clientes desse tipo de estabelecimento. O que ela descobriu com sua pesquisa foi aterrador. Por exemplo, os pacientes são proibidos de falar - ou mesmo trocar bilhetes - com pacientes do mesmo sexo deles.

Os que são flagrados desobedecendo são submetidos a punições físicas e psicológicas horríveis.

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Alguns pacientes são mantidos sedados e amarrados em seus leitos. Outros ainda praticam trabalhos forçados exaustivos e maçantes. Se o resultado dessas tarefas não agradar aos funcionários, o paciente responsável pode ter sua mão ou sua cara mergulhada em um vaso sanitário.

A rotina dos pacientes inclui espancamentos (com cabos de televisão, entre outros objetos), estudos bíblicos e orações forçadas, trabalhos forçados e jejuns prolongados.

Há casos em que é praticado o "estupro corretivo", termo usado para denominar o abuso sexual usado com o objetivo de "curar" o homossexual.

No estabelecimento que Paola visitou, para realçar sua feminilidade, as mulheres são forçadas a usar maquiagem, saias curtas e salto alto. Segundo a fotógrafa, apenas no Equador há cerca de 200 clínicas que prometem curar homossexuais.

As mensalidades giram em torno dos US$ 800 (por volta de R$ 2,6 mil).

O objetivo de Paola é conscientizar a sociedade quanto aos crimes cometidos contra homossexuais e quanto ao preconceito social que os tornam possíveis.

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