Iván Fandiño, um toureiro muito conhecido da Espanha, foi a óbito neste sábado (17), com apenas 36 anos de idade. O fato ocorreu no sudoeste da França, depois de o toureiro ser seriamente machucado no decorrer de uma de suas exibições em Aire-sur-l'Adour, uma cidade próxima à Espanha. #Fandiño, que ceifou a vida do seu primeiro boi aos 14 anos de idade, desabou e foi atingido pelo touro, depois de enroscar as pernas em sua roupa durante o espetáculo.

No início da sua apresentação do dia, o toureiro já tinha rasgado a orelha. Logo depois, aconteceu o golpe mais violento e o atleta foi atingido no pulmão. Iván Fadiño até foi ajudado por alguns colegas de trabalho e conduzido ao hospital.

No entanto, não conseguiu superar as lesões que adquiriu nesse segundo incidente.

O toureiro foi perfurado pelo chifre do animal no pulmão, no momento em que se encontrava no chão da arena.

Fandiño já era um antigo conhecido nos espetáculos da região: eliminou vários touros no decorrer da sua atividade, que totaliza duas décadas de profissão. Apenas no ano de 2016, aconteceram 34 eventos. A sua morte foi um impacto para o esporte e para aqueles que ainda defendem esse tipo de espetáculo que, além de gerar risco para a vida do toureiro, desrespeita o touro, por submetê-lo a condições de tortura, acabando quase sempre na morte do animal.

O ministro da Educação, Cultura e Esporte da Espanha, Íñigo Méndez de Vigo, que, neste último sábado compareceu a um evento de #Tourada em Madrid, prestou seus pêsames aos familiares de Iván, aos seus seguidores e à comunidade das touradas em geral, pela qual se compadeceu e se uniu diante da triste dor causada pelo falecimento de Fandiño.

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Um pouco da história da tourada

Há milhares de anos, mais ou menos no século III a.C., a perseguição aos bois ferozes já era tida como entretenimento da plebe, com origens em venerações místicas aos antepassados. O touro era exaltado da mesma forma que um deus da produtividade pelas antigas populações do Mediterrâneo. Antes de acontecerem os matrimônios, a cerimônia determinava que o futuro esposo ceifasse a vida de um boi para jurar um casamento feliz e bem-sucedido.

Pouco depois da queda do Império Romano, aproximadamente no século V, a carnificina a esses animais tinha sido concretizada e aprovada, na região onde hoje ficam a Espanha e Portugal, como atividade de bravura e audácia daquele que matava o touro. Além disso, os bois eram caçados até o seu completo esgotamento físico por milhares de pessoas, que ainda celebravam matrimônios, vindas de bebês ao mundo e consagrações religiosas. Um pouco desse legado histórico ainda acontece nos dias atuais na celebração de São Firmino, em Pamplona — que junta milhares de pessoas pela cidade em perseguição aos bois. #Morte do toureiro