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Uma reclamação recorrente das mulheres que usam transporte público vira campanha educativa em Paris, Madri e Nova York. Cansada do péssimo hábito dos homens de sentar com as pernas abertas, ocupando todo espaço dos bancos, as mulheres pressionaram o sistema de transporte público e conseguiram lançar uma campanha educativa.

Não existe uma mulher que já não tenha passado por essa situação. Enquanto ela vai encolhida em um canto do banco, o homem, ao seu lado, está com as pernas bem abertas, e ela toda encolhida.

O que muitas mulheres não sabem é que essa mania dos homens tem nome. O menspreading significa “a expansão do sexo masculino”. Quando um homem toma todo o espaço do banco no metrô, ônibus, trem ou qualquer outro espaço público, enquanto ela tem de ficar escolhida, em um canto, saiba que ele é um menspreading, sem Educação.

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De tantas reclamações sobre menspreading, as prefeituras de Paris, Madri e New York lançaram uma campanha educativa. Em todos os transportes e lugares públicos das cidades, foram colocadas placas para educar a população masculina.

Segundo a professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que é especialista nas questões relacionadas ao gênero, a mulher se sente constrangida com um homem que senta com as pernas abertas em um espaço limitado, como um banco de ônibus.

De acordo com a professora, o crescimento de movimentos feministas ajudaram as mulheres a terem empoderamento, principalmente as mulheres jovens, e fez esse tema ganhar importância, que agora é discutido de forma séria pela sociedade, ainda machista. Para a professora, a questão vai além de "um lugar no banco".

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De acordo com Amana Matos, professora, do Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o menspreading vem da ideia que as mulheres precisam estar sempre recatadas, e, por isso, devem sempre manter-se recolhidas diante dos homens.

Para a professora, os homens são estimulados a ficarem de pernas abertas, pois isso prova a sua condição de dominador. Segundo a professora Amana Matos, a única solução para o menspreading é a educação dos homens, como as prefeituras de outros países fizeram.

Por ser uma questão cultural, será preciso que a campanha educativa seja contínua e se torna algo natural. Isso pode durar anos, mas as mulheres não estão mais dispostas a ficarem "encolhidas" por causa disso.