Usuária de maconha, metanfetamina e anfetaminas, Darla Elizabeth Hise, 27 anos, mãe de duas crianças, matou [VIDEO] a própria filha Abigail Grace Hise, 6, com um tiro de espingarda na casa onde morava, no condado de Bath, estado da Virginia (EUA). O motivo? Ela queria proteger a menina de supostos ataques alienígenas. Para isso, resolveu acabar com a vida de Abigail.

Ocorrido em fevereiro e divulgado recentemente à imprensa pela Justiça da Virginia, o crime, reportado pelo jornal local The Roanoke Times, em 28 de julho, comoveu os habitantes da pequena cidade – veja as manchetes.

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Acusada de assassinato em primeiro grau, com julgamento marcado para 23 de agosto, Hise, que entrou em surto psicótico depois de passar três semanas consumindo entorpecentes, ainda disse a funcionários de um hospital psiquiátrico que havia alienígenas dentro do seu estômago.

Embora ela tenha admitido o crime à Polícia, o advogado de defesa, Tony Anderson, escreveu uma petição ao tribunal solicitando a anulação do depoimento.

Segundo Anderson, devido ao uso crônico de drogas, a cliente não tinha conhecimento de que poderia ficar em silêncio, evitando, dessa forma, a culpabilidade.

“Neste caso, a evidência mostrará que o uso de drogas e a psicose [de Hise] impediram que ela estivesse plenamente consciente de que ela estava abandonando seu direito contra autoincriminação", argumentou o advogado.

Além da menina, a polícia encontrou o outro filho, um rapaz de 3 anos, dentro da casa.

Ele, que também seria morto, foi salvo pelas autoridades, que chegaram à residência logo após vizinhos escutarem o primeiro disparo.

Além do assassinato em primeiro grau, ela é acusada de tentativa de homicídio, do uso de arma de fogo e posse de drogas. Porém, o defensor de Hise objetiva reduzir a pena sob alegação de que ela é inimputável – incapaz de responder pelos atos praticados.

Segundo ele, a compreensão da mulher foi drasticamente afetada em decorrência da intoxicação pelo consumo de drogas, problemas mentais e outras deficiências.

Até o momento, não há informações se Darla Elizabeth Hise está na prisão ou internada num hospital. Contudo, após o crime, ela estava aguardando julgamento em um hospital psiquiátrico no condado de Bath.

Ao que parece, o consumo de entorpecentes, que naturalmente afeta a capacidade cognitiva do usuário, aliado à crença em teorias conspiratórias envolvendo extraterrestre, é a receita perfeita para desencadear situações bizarras e sem nexo.