São raras as declarações proferidas diretamente pelo ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un. Na maioria das vezes, as mensagens são transmitidas pela agência de notícias do governo, KCNA, por meio dos funcionários.

Porém, após ouvir Donald Trump ameaçar aniquilar a nação comunista, durante abertura da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, até mesmo o insano ditador demonstrou espanto com a instabilidade psicológica do presidente dos Estados Unidos [VIDEO].

Em declaração à agência oficial norte-coreana, Kim rotulou o bilionário como “mentalmente perturbado”. Também ressaltou a ineficácia das ameaças de Trump, ao dizer que planeja medidas para impedir que os EUA destruam Pyongyang.

O ditador advertiu que os comentários do republicano são, nas palavras dele, “a declaração mais feroz de uma guerra na história”. Por incrível que pareça, dessa vez Kim Jong-un tem razão.

Antes de Trump, nenhum presidente norte-americano havia pronunciado algo parecido na ONU - organização destinada a combater os conflitos entre as nações por meio da diplomacia.

Devido a insensatez das palavras do bilionário, o norte-coreano está convicto de ter acertado na aceleração do programa nuclear. "Suas observações me convenceram, ao invés de me assustar ou me parar, de que o caminho que eu escolhi é correto e que é esse o que tenho que seguir até o final", declarou Kim à KCNA.

Indignado com as advertências de Trump, ainda frisou para a agência estatal, que na condição de representante da Coreia do Norte, defenderá a honra e a dignidade do Estado e do povo.

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“Farei com que o homem que tem a prerrogativa do comando supremo nos EUA pague caro por seu discurso", alertou.

No mesmo dia, Donald Trump, feito um cão raivoso, exigiu a união dos países membros para isolar ainda mais Pyongyang. Aparentando estar ansioso para começar uma Terceira Guerra Mundial, o republicano não poupou críticas à China e à Rússia.

Numa provocação velada, insistiu na comunhão das nações para defender a soberania da Ucrânia no Mar da China Meridional. Atualmente, esse território apresenta conflitos de interesse entre a Rússia e a Ucrânia, que almeja anexar a região da Criméia.

Embora a hipótese de uma guerra global pareça distante da realidade, a ideia de paz é ainda mais utópica. Afinal, o presidente da nação mais poderosa do mundo é um homem emocionalmente frágil e egocêntrico. Impossível sair algo bom disso.