No filme Magnólia (1999), drama protagonizado por Tom Cruise, existe a clássica cena da chuva de sapos. Embora a produção tenha caprichado nas imagens com objetivo de acentuar o dramalhão da película, casos desse tipo acontecem pelo mundo.

Dessa vez, poucos dias após o terremoto de 7,1 que abalou o México, em 19 de setembro, um evento parecido ao da película hollywoodiana foi relatado em Tampico (Tamaulipas, México), cidade com mais de 300 mil moradores, na manhã de terça-feira (26). Porém, ao invés de sapos, peixes caíram sobre o município. O caso atraiu atenção da imprensa, após ser noticiado pelo órgão equivalente a Defesa Civil no Brasil.

“Curioso caso em Tampico onde se registou uma ligeira chuva que incluiu pequenos peixes que literalmente caíram do céu”, alertaram membros da Proteção Civil do estado – confira abaixo:

De acordo com o jornal local El Sol de Tampico, o fenômeno [VIDEO] aconteceu em uma escola do município. Lá, alunos e professores notaram os animais a despencar do céu. Pedro Granados, engenheiro e coordenador da Proteção Civil, ressaltou que o episódio aconteceu no Colégio Felix de Jesus Rougier. No local, estudantes e funcionários fotografaram e filmaram a inusitada situação.

Apesar da esquisitice [VIDEO], o fato não é inédito. Especialistas explicam que isso acontece em decorrência dos redemoinhos de ventos. Quando eles atingem as águas (mares, rios ou lagos), acabam por carregar pequenas espécies que estão próximas à superfície.

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Segundo o periódico mexicano Excelsior, até mesmo chuva de sapos e animais como tartarugas, camarões e outras espécies já foram observadas. Vale ressaltar que não há nada de sobrenatural nisso. São apenas efeitos colaterais dos fortes ventos sobre as águas.

Por mais Bizarro que pareça, episódios desse tipo são contabilizados todos os anos em Honduras. Conforme o jornal La Vanguardia, entre os meses de maio e julho ocorre o Festival da Chuva de Peixe, onde sardinhas caem do céu devido as constantes tempestades que atingem o país nessa época.

Embora explicado cientificamente, essas casualidades jamais passarão despercebidas. Afinal, a ordem natural das coisas, intuitivamente registrada em nossa percepção, não avalia com naturalidade a possibilidade de peixes, sapos, aranhas e outros bichos terrestres caírem do céu feito chuva.

Entretanto, se você leitor, algum dia presenciar um evento semelhante, não entre em pânico. A não ser, é claro, se começar a chover canivete. Aí sim, pode começar a rezar.