A China anunciou nesta quinta-feira (28) que irá fechar todas as empresas norte-coreanas que tenham algum tipo de atividade econômica capaz de distribuir grandes lucros para a Coreia do Norte em um prazo de até 120 dias.

Tal ação tomada pelo principal parceiro comercial aliado do regime norte-coreano de Kim Jong-un tem a ver com a nova rodada de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, que tenta pressionar Pyongyang a desistir e encerrar todos os testes balísticos e programas nucleares ativos.

Empresas sem grandes lucros ficam isentas de tal medida

A decisão tomada pela China e que foi anunciada por meio do site do Ministério do Comércio chinês afetará neste primeiro momento apenas empresas que geram um grande lucro para Pyongyang.

Por hora, mesmo as empresas norte-coreanas que estão no país mas não possuem grandes lucros ficarão isentas da medida. Nenhuma informação de valores sobre o que seria considerado "grandes lucros" foi divulgado ainda, e talvez mais informações sobre isso ainda serão noticiadas.

Entre as principais empresas que serão afetadas por essa medida estão grandes restaurantes norte-coreanos e diversos comércios.

Bancos param de atender a clientes norte-coreanos

Como parte dessa medida, o Banco Central da China proibiu o oferecimento de quaisquer tipos de serviços financeiros para clientes norte-coreanos. E para aqueles que já possuíam contas abertas no país, ficou vedada a liberação de novos empréstimos.

O Banco Central chinês tomou tais medidas por causa das sanções impostas pela ONU, e também porque estavam sendo acusados pela comunidade internacional de financiar o programa nuclear da Coreia do Norte ao transferir recursos para a capital, Pyongyang.

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Além das medidas econômicas, a China também anunciou a restrição no fornecimento de combustíveis e proibição total das importações de materiais da industria têxtil, muito forte na Coreia do Norte.

China se prepara para uma possível guerra na península coreana

Também nesta quinta-feira, o Ministério de Defesa chinês anunciou que suas forças armadas estão fazendo "todas as preparações necessárias para proteger a soberania nacional, a paz e a estabilidade regional". Mesmo sem ter divulgado muitos detalhes, fica claro neste comunicado que a China está preparando seu exército para uma possível guerra na península, que parece estar cada vez mais próxima de acontecer ao passo que Coréia do Norte e EUA não param de se ameaçar.