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De acordo com a rede britânica BBC, a Coreia do Norte [VIDEO] afirmou que efetuou com "sucesso perfeito" o seu sexto teste nuclear, mas desta vez envolvendo uma Bomba de hidrogênio – muito mais poderosa do que um dispositivo atômico convencional – miniaturizada, de modo que pode ser transportada por um míssil balístico. A declaração foi feita apenas algumas horas depois que sismólogos detectaram um tremor de terra artificial, ocasionado pela detonação de um poderosíssimo artefato explosivo.

Funcionários do governo da Coreia do Sul declararam que o epicentro do abalo sísmico ocorreu justamente no condado norte-coreano de Kilju, que abriga um local de testes nucleares conhecido pelo nome Punggye-ri.

O Japão já confirmou oficialmente que o terremoto foi mesmo provocado por uma explosão atômica. Taro Kono, ministro das Relações Exteriores do país, declarou a repórteres: "O governo [japonês] confirma que a Coreia do Norte realizou um teste nuclear depois de examinar informações da agência meteorológica [nacional] e outras informações".

Poder de destruição imenso

Segundo a BBC, a agência controlada por Pyongyang afirmou que o terremoto artificial produzido desta vez foi 9,8 vezes mais poderoso do que aquele que ocorreu no último teste, realizado em setembro de 2016.

Relatórios publicados pela instituição americana US Geological Survey (Serviço Geológico dos Estados Unidos, ou USGS) primeiramente classificaram o tremor como tendo uma magnitude de 5.6 pontos na escala Richter, com epicentro a uma profundidade de 10 quilômetros.

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Entretanto, estas informações foram atualizadas, e o abalo foi posteriormente classificado com a magnitude de 6.3 a 0 km de profundidade – o que tornaria este, de fato, o teste atômico mais potente já realizado pela Coreia do Norte até o momento.

A rede BBC entrevistou Bruce Bennett, analista de defesa da Rand Corporation – entidade sem fins lucrativos que presta serviços para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos –, e ele afirmou que se ficar comprovado que o terremoto realmente atingiu 6.3 pontos, significa que esta é "uma arma muito grande, muito maior" do que as anteriores detonadas por Pyongyang. Para Bennett, entretanto, esta "ainda não é uma verdadeira bomba de hidrogênio, mas certamente está muito mais perto disso do que qualquer coisa do que eles [os norte-coreanos] já fizeram antes".

Diferentemente de uma bomba atômica tradicional, que libera seu poder destrutivo através da chamada fissão nuclear, que é a quebra do núcleo de um átomo instável, como, por exemplo, o do elemento químico urânio, a bomba de hidrogênio, também conhecida como bomba termonuclear ou simplesmente bomba H, fornece todo o seu poder destrutivo (que pode chegar a ser até 50 vezes mais forte do que o de uma bomba de fissão) através da fusão de átomos de hidrogênio, que uma vez unidos se transformam no elemento hélio, liberando neste processo – o mesmo que acontece no interior do Sol – quantidades imensas de calor e energia.