A maioria dos países nos quatro cantos do mundo, mesmo em tempos de paz, por determinação de seus governantes, realiza treinamentos de caráter militar, visando manter a segurança nacional; proteção de suas fronteiras e fornecimento de treinamento adequado às suas Forças Armadas, de modo que estejam preparadas para qualquer surpresa negativa, seja ela qual for.

A situação descrita acima não é diferente com a República Helênica, mais conhecida como Grécia, nação pequena geograficamente, mas com vasto legado histórico-cultural à humanidade e contribuição pela luta em relação à liberdade do seu povo naquela parte do mundo.

A Grécia não é unicamente, como dizem as campanhas de marketing, as quais buscam incrementar o Turismo local, “um paraíso disfarçado de país”, mas é também autora de vários capítulos importantes na história evolutiva da humanidade, inclusive no que diz respeito a manter a sua própria sobrevivência com o passar dos milênios.

Desde os tempos antigos, não foram poucos os povos e civilizações que tentaram subjugar e encampar territorialmente os gregos. Exemplos não faltam, tais como nas inúmeras guerras contra os invasores persas, imortalizadas no filme “300” para o cinema.

Em tempos mais recentes os gregos pelejaram contra a Turquia, que escravizou a Grécia por 400 anos, mas a nação foi atacada também pela Bulgária, Itália, Alemanha nazista, entre outros conflitos.

Diante desse contexto de paz e guerra se alternando, o governo grego insiste em manter sempre as suas tropas das três Forças Armadas em constante estado de atenção, treinamento e vigília.

Foi justamente num desses árduos períodos de treinamento que três oficiais da Marinha grega morreram com a queda do helicóptero em que estavam no ano passado.

Como uma forma de homenagem aos militares, o governo de Atenas ordenou que se erigisse um monumento simbolizando os heróis modernos da Grécia, o qual foi inaugurado com honrarias militares e religiosas, tendo a presença de padres da igreja ortodoxa grega, religião predominante no país, na última terça-feira (26), pelo ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos.

O helicóptero “Agusta Bell” caiu no Mar Egeu em fevereiro de 2016, bem perto da ilhota de Kinaros, que como referência fica paralela a lindíssima ilha de Amorgos, no momento em que a aeronave participava de um exercício militar noturno.

Os três oficiais da Marinha de Guerra da Grécia que morreram no acidente foram Konstantinos Pananas, Anastasios Toulitsis e Eleftherios Euaggelou, que como foi frisado por Kammenos na inauguração do monumento, os mesmos deram as suas vidas durante a paz, mas em condições de guerra, defendendo a pátria grega diante de qualquer ameaça, mesmo que essa fosse a surpresa invisível.

Que os “imortais” soldados gregos possam descansar em paz agora e por todo o sempre!

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