O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou seu discurso no encontro de líderes mundiais na Assembleia Geral ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (19), para reforçar a possibilidade de atacar a Coreia do Norte para pôr fim aos planos de Pyongyang. Em um discurso que durou 40 minutos, Trump falou que existem muitos justos no planeta, mas eles não estão enfrentando os poucos perversos existentes e, por isso, o mal corre o risco de triunfar.

Ele reforçou que os americanos estão preparados para o ataque, mas antes fará todo o esforço possível para pôr fim ao conflito com os norte-coreanos através das vias democráticas.

Caso contrário, Trump ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte para salvar o mundo de um grande perigo.

Trump disse que os países que integram a ONU precisam aumentar a pressão para fazer o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, abandonar as armas nucleares, porque esse é seu principal desafio global. O presidente ainda expressou gratidão à Rússia e à China por apoiarem, através de voto, as sanções contra Pyongyang.

A votação das sanções ocorreu no Conselho de Segurança da ONU. Para ele, é preciso redobrar os esforços para lutar contra as ameaças norte-coreanas.

‘Em primeiro lugar, os Estados Unidos’, afirma Trump na ONU

Durante seu discurso, o presidente americano também falou sobre a crise na Venezuela e o acordo nuclear que foi assinado com o Irã. Ele assinalou que a assinatura do pacto foi um péssimo negócio, envergonhando o seu país.

Trump foi mais além ao ameaçar abandonar o acordo, caso desconfie que possa ser uma possibilidade para a construção de um programa nuclear.

"Acima de tudo, vou defender os interesses dos Estados Unidos”, reforçando que seu país vem em primeiro lugar em relação às decisões mais importantes envolvendo outras nações. Trump disse ainda que os líderes presentes no encontro também deveriam colocar seus próprios países em primeiro lugar.

O presidente norte-americano ressaltou as contribuições de seu país para as Nações Unidas. Por isso, os Estados Unidos carregam um “encargo considerado injusto” em comparação com outras nações, afirmou. O presidente disse que seu país é responsável por 22% do orçamento da ONU.

O discurso desta terça (19) marca a estreia de Trump na Assembleia Geral da ONU. O republicano discursou sobre temas conflitantes na comunidade internacional, mas esqueceu de mencionar a crise da minoria muçulmana rohingya, além do processo de paz entre palestinos e israelenses e o esforço para encontrar soluções em relação à mudança climática.