Um dos diversos líderes mundiais a discursar na 72ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York nesta terça-feira, dia 19, o presidente colombiano Juan Manuel Santos rebateu o presidente norte-americano Donald Trump, afirmando que a guerra contra as drogas no país “não foi e não está sendo ganha”. As informações foram veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Santos respondeu à uma recente declaração de Trump, que cobrou que o governo do país fosse mais duro com o narcotráfico. Para Santos, “são necessários novos enfoques e novas estratégias”. O presidente da Colômbia afirmou ainda que a questão das drogas é um “assunto de saúde pública”, e não de “política criminal”.

Durante sua fala, Santos se opôs aos pedidos de Trump, declarando que seu país está “pagando um preço muito alto”, com vidas inclusive, pela sangrenta guerra travada com o narcotráfico. Segundo o governante sul-americano, a situação em seu país mostra que “o remédio está pior do que a doença”.

Segundo o presidente colombiano, é preciso aceitar que “enquanto houver consumo, haverá oferta” de drogas. Santos também afirmou que é preciso repensar a maneira como as autoridades lidam com a situação, evitando criminalizar pessoas viciadas nas substâncias ilegais.

Também em seu discurso, Santos destacou aspectos positivos do acordo de paz realizado entre o governo e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que deixaram sua condição de guerrilha de forma pacífica após longas negociações com as autoridades colombianas.