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Confusos e perplexos são os sentimentos que familiares do atirador Stephen Paddock [VIDEO], que matou mais de 50 pessoas na noite do último domingo (1º), em Las Vegas (EUA), têm no momento. Segundo um dos irmãos de Paddock, ele não era uma pessoa aficionada por armas, o que deixa tudo mais confuso, pois, com o desenrolar das investigações, uma certa perícia foi atribuída ao atirador. [VIDEO]

No momento em que começaram os disparos, sons gravados apontavam para o que seriam armas automáticas, devido a velocidade com que os tiros aconteciam. Porém, mecanismos achados no quarto onde se hospedava apontam para modificações consideradas legais feitas nas armas utilizadas.

Isso aumentou muito o desempenho. Com os mecanismos acoplados, eram centenas de tiros por minuto.

Ele estava hospedado em um quarto de hotel, no 32 º andar, desde o dia 28 de setembro, tempo que se fez necessário para pôr em prática o que pareceu planejado ha algum tempo.

De pai para filho

Nada se sabe do atirador antes do acontecimento da noite de domingo, apenas que ele vivia em uma casa a cerca de 130 km de Las Vegas, na cidade de Mesquite. Sua ligação com a cidade do atentado era apenas com jogos.

Um dos irmãos do atirador, revelou que seu pai, Patrick Benjamin Paddock, tinha seu nome na lista negra do FBI e que chegou a ser diagnosticado como psicopata, participando de roubos a bancos e transportando armas de fogo para os assaltos. Foi também atribuído ao seu pai a condição de tendência ao suicídio e que quando armado, era perigoso.

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Uma mulher de 62 anos, Marilou Danley, foi identificada como namorada do atirador. As investigações apontam que ela não teve nenhum envolvimento com o atentado. Ela estava no Japão no dia do ataque, o que leva a pensar se ela saberia de algum plano de Paddock.

Stephen Paddock tinha brevê de piloto para aeronaves pequenas, licença para caça e uma ficha criminal totalmente limpa. Suas principais atividades financeiras eram investimentos imobiliários, que administrava com sua mãe, que rendiam muito dinheiro, gastos principalmente em cassinos, shows e apostas. Nada que apontasse qualquer indício de terrorismo em sua direção.

Pânico

Foram centenas de tiros disparados ao longo de 10 minutos, gerando pânico, correria e confusão. Pessoas foram pisoteadas no momento, aumentando o número de feridos com o ataque. Eram cerca de 22 mil pessoas no momento que o cantor Jason Aldean fazia o encerramento do show, por volta das 22h. Um dos vídeos do ataque mostra o cantor deixando o palco correndo.