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Imagine ter que abandonar a vida nas cidades porque você desenvolveu alergia ao sinal de Wi-Fi. Por mais bizarro que pareça, uma mulher britânica afirma possuir exatamente este problema, que a obrigou a abandonar o convívio urbano e a se mudar para um local isolado no intuito de fugir da corriqueira tecnologia que permite acesso à internet.

Segundo o Mail Online, a ex-terapeuta infantil Rachel Hinks, de 44 anos de idade, começou a sofrer de sintomas como dores bruscas de cabeça, palpitações cardíacas e tontura, em 2015. Depois de um tempo analisando a piora na saúde, Hinks se autodiagnosticou como portadora da chamada "hipersensibilidade eletromagnética", ou EHS (sigla para "electromagnetic hypersensitivity" em inglês), o que quer dizer que ela se sente mal quando está no raio de alcance de tecnologias que realizam comunicações sem fio, tais como torres transmissoras de celulares e roteadores Wi-Fi, ou até mesmo quando simplesmente está próxima a aparelhos elétricos.

Até o momento, a estranha condição não é encarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma "doença" – pois não possui um diagnóstico médico, sendo mais considerada, na verdade, um "fenômeno" – mas alguns países como Suécia, Canadá e Estados Unidos já reconhecem a existência do problema.

Fugindo do Wi-Fi

Para Rachel Hinks, que está convencida de que possui EHS, a vida não é muito fácil. Antes de desenvolver o problema, ela morava em Chichester, cidade localizada no condado de West Sussex, na Inglaterra, mas depois que a sua saúde começou a ser prejudicada pelo eletromagnetismo, a mulher abandonou seu antigo lar e se mudou para os chamados Vales Galeses (Welsh Valleys) – localizados a 370 quilômetros de distância do local onde vivia – para conseguir fugir do sinal de Wi-Fi.

A britânica revelou ao Mail Online que nos últimos seis meses passou por uma verdadeira provação, tendo que dormir em seu carro, em uma barraca que foi constantemente mudada de local (preferencialmente instalada em bosques e campos) e até mesmo em um galpão.

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De acordo com a própria Hinks, a procura por lugares nos quais ela consegue se sentir bem tem a deixado "completamente exausta, tanto física como emocionalmente".

Atualmente, a mulher está hospedada no chalé de um conhecido, mas a propriedade foi colocada à venda. Assim, Hinks precisa se mudar novamente, e como ela não possui uma condição financeira propícia, um amigo seu está administrando uma campanha de financiamento coletivo online para angariar fundos, de modo que a britânica possa ter dinheiro suficiente para comprar um veículo de acampamento e garantir uma casa "mais rural", e assim viver longe de toda a tecnologia que alegadamente a deixa doente.