Nos dias de hoje, é muito difícil encontrar amigos de verdade. Há quem diga que não existem amigos verdadeiros, pois o tempo passa e uns vão se esquecendo dos outros, devido ao longo período que ficam afastados.

No entanto, o caso da enfermeira Wanja Mwaura, de 32 anos, é totalmente diferente. Ela transitava normalmente na cidade de Nairobi, no Quênia, quando ouviu um homem gritar pelo seu nome. Essa voz era de Patrick "Hinga" Wanjiru, amigo da enfermeira.

Eles são amigos há muito tempo, pois Wanja conheceu Hinga aos sete anos de idade. Contudo, aquele momento quase que passava despercebido, já que ambos não se viam há aproximadamente 15 anos.

A quantidade de anos que eles estavam sem se ver não foi o que mais preocupou, pois o que realmente deixou aquele momento marcado foi o fato de Hinga ser usuário de entorpecentes há cerca de 10 anos e sua fisionomia estar muito diferente, mas mesmo assim a enfermeira o reconheceu.

Enfermeira toma atitude comovente para ajudar seu amigo

Com uma profissão agradável e bem de Saúde, Wanja não pensou [VIDEO] duas vezes antes de ajudar seu amigo a sair daquela situação terrível. Sem ter muito o que fazer para ajudá-lo financeiramente, ela foi para as redes sociais e começou a pedir ajuda dos contatos, com a intenção de arrecadar fundos para pagar um tratamento adequado para o homem de 34 anos.

Mesmo sabendo que encontraria muita dificuldade para arrecadar dinheiro através das redes sociais, a enfermeira não desistiu e contou com a ajuda de alguns amigos.

De imediato, foi criado uma página e aproximadamente R$ 1,2 mil foram arrecadados, mas o tratamento custa em torno de R$ 3 mil.

Tendo forte influência nas redes sociais, o empresário Fauz Khalid divulgou a situação de Hinga no seu perfil oficial do Twitter. O assunto logo tomou conta da web e chegou até o Centro Médico Chiromo Lane, que resolveu cuidar de Hinga sem fazer cobranças.

O programa de reabilitação divulgou que o homem de 34 anos foi muito dedicado e focou totalmente no tratamento, que foi realizado no período de nove dias. No entanto, a enfermeira ressalta que essa quantidade de dias ainda é pouco.

Novamente, Wanja não se acomodou com a situação e decidiu voltar a ajudar seu amigo de infância. Agora, ela tenta arrecadar mais dinheiro para que ele vá para um centro de recuperação e fique lá por aproximadamente 90 dias, período esse que deve ajudá-lo a se tratar definitivamente da dependência química.