Carles Puigdemont, líder Catalão, tem motivos de sobra para comemorar a recente vitória democrática do "sim" para separar a Catalunha do território espanhol. A ideia fundada no direito à autodeterminação dos povos encontra guarida em resoluções internacionais, porém, até o momento, não há país no mundo que considere a nação.

O Jornal El País analisou cada argumento separatista e propôs a conclusão pela inviabilidade Estatal da Catalunha tal como o governo. O manifesto separatista depõe a favor da história catalã, onde já há registro de uma guerra contra a Espanha pela separação em 1714. Em relação a argumentos jurídicos, aduzem que a Constituição de 1978 é demasiadamente autoritária.

A Constituição espanhola concede apenas autonomia à Catalunha, o que a torna inferior diante da soberania espanhola. Acusam ainda a Espanha em relação as questões tributárias, com expressões populares que remetem a uma ideia de "roubo" promovido pela Espanha aos cidadãos Catalãos.

Além disso, não é possível deixar de mencionar o mais importante, entendem que serão "ricos" sem a Espanha. O idioma Catalão, por sua vez, é semelhante ao espanhol sim, mas tem muitas expressões que se aproximam do Francês devido a sua proximidade territorial e vínculos constantes com os franceses. Por exemplo, janela, em espanhol, é ventana e em Catalão é finestra. O Catalão é falado também nas Ilhas Baleares e em Andorra (Língua oficial).

A Espanha é um Estado Federal assim com o Brasil e não permite o separatismo Catalão.

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De um lado ou de outro, muitos intelectuais internacionais, inclusive no Brasil já vislumbram em seus escritos as diferenças entre Espanha e Catalunha, desconsiderando os argumentos espanhóis. Em tese, a Espanha pretende manter a Catalunha devido a sua prosperidade em crescimento. Região rica, com potencial econômico e intelectual dos mais visados na Europa, a Espanha realmente não quer perder a Catalunha, pois isso acarretaria um perda econômica inestimável à Espanha.

O destino da Catalunha

O processo foi democrático até aqui e é assim que os líderes da Catalunha querem conduzir a supressão da autonomia e conquistar a sua independência. Não querem guerra ciivil e não vão pegar em armas, por isso, movimentam a mídia e a população com panfletos, ideias, propagandas e isso é louvável. Porém do lado espanhol a situação pode não ser tão democrática assim.

Mariano Rajoy, Presidente Espanhol, já intimou Carles Puigdemont para dizer claramente no Parlamento se vai separar ou não. Carles pediu paciência ao líder espanhol. Tudo indica que o touro espanhol pode atacar a qualquer momento a Catalunha e impor a ordem constitucional de forma militar como outrora.