Trump governa os EUA da Casa Branca, mas é no Twitter que 'o sangue sobe' à cabeça dele. Já farto com a Coreia do Norte, vive de ameaças e troca de farpas com o líder Norte Coreano. A representação diplomática Coreana chegou a dizer que ocorreu declaração de guerra contra seu povo por meio do Twitter.

Ousado, Trump saiu do Acordo de Paris e na cúpula do G20 não queria papo com ninguém que afetasse a atual política protecionista e isolacionista norte-americana, salvo a tradicional parceria com o Canadá. Enquanto isso, Putin chamava para seu lado o líder turco, teve uma conversa com o líder francês e outra com o líder da Arábia Saudita.

A Alemanha, nem se fala, território amigo de Putin, onde ele trabalhou bons anos da vida e, por isso, mantém firme a amizade com a Europa na base alemã. Em se tratando do Acordo de Paris, Putin está assinado e comprometido com a avença.

O Chinês habilmente, na reunião, falou ali com Putin. Porém, Trump esteve naquele áspero momento sem conversas paralelas, muito embora tenha fitado a Espanha e lá tido um pequeno avanço diplomático. No entanto, a terra espanhola vive a secessão constante da Catalunha, onde um ponto no mapa espanhol pode representar em breve a aceitação internacional do novo país Catalão.

Não bastasse a situação caótica, o acordo com o Irã veio à tona. O Irã diz que está tudo bem e que Trump está querendo cumprir outros objetivos que não o Acordo. Verdade seja dita, o Irã tem combatido Boko Haram, Al Quaeda e Isis com muita força.

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A questão deste acordo atômico difere da questão do Acordo de Paris. O Acordo com o Irã tem outras partes, e estas outras partes já andam muito descontentes com os EUA, uma delas, a Rússia que é opositora histórica devido às sanções recebidas pela Casa Branca e ainda a recente missão norte-americana em solo ucraniano, criando uma grande rebelião em Kiev, com a perigosa situação militar da Criméia.

Só para ter uma ideia do colosso que os EUA estão causando no mundo, analisamos detalhadamente o Acordo nuclear com Irã e ele demonstra que Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China são signatários do Acordo, bem como outras nações que apoiam apenas, tais como Israel.

A política isolacionista norte-americana não para por aí, vai de encontro com a própria Unesco, organização que ajudou a fundar, denunciando a recente posição da mesma na questão da Palestina.

Os países do Euro não estão de acordo com a denúncia do acordo com o Irã. Enfim, eles acabaram com uma longa tragédia na Síria, já passaram pelo Iraque, pelo Kwait e o Irã pode ser, em tese, o próximo alvo, e depois a própria Arábia Saudita.

O problema das investidas norte-americanas em suas missões bombásticas pelo mundo são os seus resultados. Infelizmente, o fim desta retórica belicista é o surgimento de milhares de refugiados pelo mundo a fora, sem rumo, sem casa, atormentados pelos piores traumas humanos.

É preciso registrar que a prudência fala mais alto em termos de questões bélicas, é o que manifesta a diplomacia francesa que de modo coerente deixa claro a Trump que não deveria romper as relações com o Irã neste momento. Macron, ainda tímido no cenário internacional, dá um passo diplomático bem calculado em relação ao Acordo Nuclear.

A saída diplomática não tem sido bem utilizada pela maior nação diplomática do mundo, os EUA, o sentimento de Trump de que ele tem que mostrar trabalho à nação americana causa perplexidade pelo modo como está a fazê-lo. Destituído de elementos valorativos diplomáticos, ele pode levar o mundo a um caos sem precedentes, não só em termos de guerra bélica, mas, pior ainda, num grande e complexo sistema de ataques entre nações onde a desumanidade traz consequências graves ao planeta Terra e à existência humana.