Conforme informação divulgada pela Coreia do Sul, os Estados Unidos da América realizaram nesta terça-feira (10) um exercício militar na Península Coreana. Dois bombardeiros sobrevoaram a região escoltados por dois caças militares da Coreia do Sul.

Vale lembrar que na última vez em que os EUA fizeram um exercício como este - no dia 23 de setembro - o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, disse em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas que as ameaças e insultos do presidente Donald Trump ao líder norte-coreano tornariam inevitáveis uma "visita dos mísseis norte-coreanos ao território continental dos EUA".

Exercícios se concentraram no espaço aéreo sul coreano

De acordo com as informações fornecidas pelos militares da Coreia do Sul, os bombardeiros americanos realizaram seus exercícios militares na costa leste do país. Logo após, seguiram para as águas entre a Coreia do Sul e a China para repetir o exercício.

Não se pode negar que tal ato militar resulta em grande provocação à Coreia do Norte, que acusou os Estados Unidos da América de terem declarado guerra ao país por causa do último sobrevoo de bombardeiros americanos sobre a Península.

Coreia do Norte vê declaração de guerra por parte dos EUA

No exercício militar onde bombardeiros americanos sobrevoaram a Península Coreana em 23 de setembro de 2017, a Coreia do Norte acusou os EUA de terem declarado guerra ao país e que, com isso, tinham o direito de derrubar bombardeiros, mesmo que não sobrevoassem o seu território.

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Ri Yong Ho disse na época, em tom de ameaça: "O mundo inteiro deve saber claramente que foram os EUA os primeiros a declarar guerra".

Em resposta às acusações, o porta-voz do Pentágono disse que se as ameaças não parassem, iriam disponibilizar ao presidente Trump todas as opções para enfrentar a ameaça nuclear que a Coreia do Norte representa.

EUA abrem canais de comunicação com Coreia, mas em vão

No sábado, 30 de setembro de 2017, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse que os Estados Unidos abriram "canais de comunicação" com a Coreia do Norte para dialogar sobre o programa nuclear desenvolvido no país.

No entanto, um dia após essa notícia, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a tentativa de dialogar com a Coreia do Norte não passa de uma "perda de tempo", e sugeriu a Tillerson que poupasse suas energias, porque o governo americano "fará o que tiver que ser feito".