Depois de sofrer com os furacões Harvey [VIDEO] e Irma [VIDEO], o litoral Sul dos Estados Unidos volta a ser atingido por outro furacão. Trata-se do Nate, de categoria 1. De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), o furacão atingiu o Sul dos Estados Unidos nas primeiras horas deste domingo (8) e deve seguir em direção a pelo menos quatro estados.

De acordo com informações do jornal El Mundo, o olho do furacão passará por partes dos estados de Mississipi, Alabama e Tennessee. No entanto, é improvável que este furacão ganhe força e cause prejuízos similares aos seus antecessores.

Estados do Sul em alerta

As Guardas Costeiras dos estados do Alabama e Louisiana estabeleceram o alerta Zulu, que suspende todas as atividades marítimas.

De acordo com o portal de notícias G1, o estado de Nova Orleans, que foi atingido em 2005 pelo furacão Katrina, decretou toque de recolher. Além disso, o presidente Donald Trump emitiu uma declaração de emergência. Os estados de Louisiana, Mississipi e Alabama seguem em estado de alerta.

Se espera que o furacão aumente o nível de água do mar em 3,74 metros na saída do Rio Mississipi. Por essa razão, os principais portos do Golfo estão fechados. Os ventos podem provocar apagões em estados como Nova Orleans. De acordo com as informações das agências de notícias AFP e Reuters, em uma conferência na qual relembrou o furacão Katrina, o prefeito Mitch Landrieu afirmou: "Passamos por isso muitas vezes, muitas vezes. Não é necessário entrar em pânico". O estado recebeu grande destaque na mídia internacional em decorrência do furacão Katrina, registrando inúmeros danos materiais e a perda de centenas de vidas humanas.

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Devastação e morte na América Central

Com ventos máximos de 140 km por hora, o Nate já perdeu força após deixar um rastro de destruição e morte em países da América Central, como Nicarágua, Honduras e Costa Rica. Segundo Rosário Murillo, vice-presidente e porta-voz da Nicarágua, o país centro-americano já registrou pelo menos 11 mortes após a passagem do furacão.

Na Costa Rica, foram sete mortes contabilizadas, com 5 mil pessoas desalojadas e 15 desaparecidos. Já em Honduras, contabiliza-se três mortos e três desaparecidos. Somando os danos humanos causados nos três países, no total já são 25 mortes confirmadas.

A expectativa é que o furacão enfraqueça significativamente ao longo da manhã deste domingo (8), transformando-se em uma tempestade tropical de menor poder destrutivo.