Terminou o julgamento, no tribunal, dos dois fazendeiros brancos que tentaram assassinar um trabalhador negro em suas terras. Supostamente, esses homens teriam pegado Victor Mlotshwa roubando em suas terras e, como castigo, fizeram várias coisas horríveis. Eles aterrorizaram o homem, que colocaram vivo dentro de um caixão, e ameaçaram colocar junto com ele uma cobra venenosa e depois queimá-lo vivo.

O caso aconteceu na África do Sul e está comovendo o país, décadas depois de o apartheid acontecer. No tribunal, os dois fazendeiros brancos, Willem Oosthuizen e Theo Jackson, foram condenados [VIDEO] por tentativa de homicídio.

Foi em lágrimas que Victor Mlotshwa assistiu a tudo na sala de tribunal. Os seus agressores foram ainda sentenciados por sequestro, agressão e intimidação, em um julgamento que destacou as profundas divisões raciais na África do Sul. Willem Oosthuizen e Theo Jackson foram condenados a 35 anos de penas combinadas, depois que um tribunal mostrou um horrível vídeo de 2 minutos de duração, em que eles ameaçavam sua vítima, preso dentro de um caixão, enquanto ele suplicava por sua vida.

O vídeo foi gravado pelos agricultores e mostrou o impotente Victor Mlotshwa, com as mãos cruzadas em oração, choramingando quando foi forçado a deitar-se no caixão. Ele foi visto implorando por sua vida, enquanto seus agressores tentavam fechá-lo, alegando ter descoberto que ele os estava roubando. Theo Jackson, de 30 anos, foi condenado a 19 anos de cadeia, com cinco anos de suspensão, o que significa que ele cumprirá 14 anos.

Willem Oosthuizen, de 29, foi condenado a 16 anos, com cinco anos de suspensão, o que significa que ele vai cumprir 11 anos na cadeia. No momento da sentença, Viktor não conseguiu segurar suas emoções e chorou compulsivamente no tribunal, acreditando que estava sendo feita Justiça na frente de seus olhos.

Theo e Willem admitiram estarem sentindo medo, após terem recebido repetidas ameaças [VIDEO]de morte, durante seu período em prisão preventiva. Por essa razão, temendo ser assassinados na cadeia, eles pediram sentença suspensa, o que não aconteceu. O juiz disse-lhes que suas ações alimentaram as tensões raciais na África do Sul, antes de sentenciá-los.

Eles foram humilhados e considerados racistas por uma multidão negra, no tribunal. Dezenas de policiais armados extras foram recrutados para manter a lei e a ordem tanto dentro como fora do tribunal, depois de terem medo de violência se a sentença não tivesse sido um longo período de prisão para ambos.