Um homem, de 31 anos, se vingou de um pedófilo, quando estava cumprindo sua sentença, na cadeia de Wolston, na Inglaterra. Adam Paul Davidson se declarou culpado no Tribunal Distrital de Brisbane, na segunda-feira (23), por ter torturado Brett Peter Cowan, em agosto do ano passado. Davidson confirmou que derramou água fervente sobre a cabeça de Cowan, um pedófilo condenado. O detento está cumprindo prisão perpétua por ter sequestrado e matado Daniel Morcombe, de 13 anos, em dezembro de 2003.

Se vingou por 'retribuição'

Adam Davidson, como os outros detentos, sabia o que Cowan tinha feito para estar cumprindo sua pena. E odiava o homem por seus crimes horrendos.

Por isso, ele seguiu os movimentos do assassino durante um mês para encontrar a melhor maneira de o prejudicar. O promotor Mark Whitbread disse que Davidson jogou um balde de água fervente sobre a cabeça de Cowan, enquanto o homem, de 46 anos, jogava cartas com outros presos na cadeia.

Ele atingiu Cowan na cabeça com o balde três a quatro vezes e o homem ficou com queimaduras superficiais em 15% do corpo, inclusive na cabeça, no peito e na perna. Ele precisou ser assistido no hospital [VIDEO]para prevenir a infecção. Após esse ataque, o pedófilo ficou desfigurado para sempre e seria mesmo essa a ideia de Davidson, que havia se inspirado em outro prisioneiro também coberto de cicatrizes.

Ele disse que atacou Cowan para "retribuir" a dor que ele provocou no pequeno Daniel, quando o matou de forma bárbara.

O homem jurou ainda que agiu sozinho e que não contou com a ajuda de nenhum outro detento.

O juiz Ian Dearden condenou Davidson a três anos de prisão, nessa segunda-feira, mas com o tempo já cumprido na cadeia, ele será colocado em liberdade condicional no final de novembro. "Somos todos seres humanos preciosos, não importa quem somos. Você não tem direito de agir como um vigilante", explicou o juiz, no momento em que condenou esse homem.

Crime violento de Cowan

Os restos de Daniel Morcombe foram encontrados em agosto de 2011, depois que uma elaborada operação policial fez com que Cowan confessasse para onde ele havia levado o corpo de Daniel. Cowan foi considerado culpado de assassinato, tratamento indecente de uma criança e tentado esconder um cadáver.

A família Morcombe se recusou estar presente para a sentença, na qual a juíza do Supremo Roslyn Atkinson falou extensivamente sobre os crimes de Cowan. Ela descreveu seu crime como "completamente abominável", antes de descrever que ele agia como um "homem comum", quando na verdade era um horrível pedófilo, que matou Daniel, com medo que ele o entregasse para a polícia.

"Você o matou porque não quis ser pego. Tudo o que você fez com aquele garoto é horrível e vergonhoso. Não vi nenhuma evidência nos meses em que você esteve neste tribunal que sentiu remorso pelo que você fez. Você feriu de morte trágica e sem sentido uma vida jovem", contou a juíza.