O Japão é considerado um país que apresenta uma das melhores índices que medem a qualidade de vida no mundo, contudo, o governo japonês tem demonstrado preocupação com as taxas populacionais do país.

Em pouco mais de 25 anos, o Japão chegou ao quadro possível ao que se refere ao envelhecimento de sua população em conjunto com o número cada vez menor de nascimentos no país, segundo estudo elaborado pelo Banco Central do Japão 'BOL', o reflexo desses números preocupantes refletem diretamente na redução da população economicamente ativa japonesa.

O estudo chamado como (Observação da Economia de Curto Prazo), tem edições trimestrais a fim de elaborar um prospecto de confiança de negócios junto ao Banco Central do Japão (BC), revelando a situação real da economia no 'país do sol nascente'.

Realidade japonesa

Com a divulgação dos números trazidos pelo levantamento da pesquisa Tankan, pelo BC japonês nesta segunda-feira (2), demonstrando o nível de confiança dos empresários e industriais do país, bem como a exposição clara dos dados sobre a economia japonesa paralelamente aos do Governo do Japão, demonstrou o mais alto índice de otimismo por parte dos líderes do país na última década. Porém, a mão de obra tem sido um fator preocupante para esses mesmos investidores.

Em síntese, o temor é a baixa natalidade apontada como a pior das últimas duas décadas possa afetar o bom momento da economia vivido no Japão. Se observado o questionário apresentado durante a pesquisa, ficou ainda mais procedente essa preocupação, já que num universo de aproximadamente 11 mil companhias do país questionadas sobre a quantidade suficiente ou não de funcionários, a pontuação ficou apontada como demanda satisfatória ficou aquém do esperado para o andamento ideal, segundo representantes dessas corporações japonesas.

Há vagas de emprego no Japão

Com os números negativos indicando a falta de mão de obra no país, segundo os cálculos que demonstram a diferença proporcional entre Vagas disponíveis e número de funcionários, grande empresas já recorrem ao governo para atrair trabalhadores estrangeiros.

O empasse se agrava quando se trata de empresas de pequeno e grande porte, segundo o relatório levantado no último trimestre, o país tem registrado uma queda de natalidade constante, aliada ao envelhecimento da população têm trazido problemas para essas empresas encontrarem profissionais para ocuparem essas vagas de emprego no Japão.

'Venha trabalhar no Japão'

Para o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, reformar a legislação de imigração no Japão a fim de acolher mais trabalhadores estrangeiros, é uma medida a ser pensada para amenizar essa falta de mão de obra [VIDEO] que empresários japoneses têm apontado.

Porém outra ação a ser tomada de imediato, deve ser mesmo medidas para o incentivo do crescimento das taxas de natalidade no pais, a ideia é oferecer benefícios governamentais para casais com mais filhos, nos quais podem incluir até mesmo abonos salariais, além de preferências para vagas em creches, descontos em impostos e ajuda financeira para a manutenção de crianças em idade escolar, anunciou o primeiro-ministro japonês.

Mulher no Japão

Menos de 50% das mulheres trabalham fora no Japão, em contrapartida, aproximadamente 30% dos homens com mais 65 anos ainda continuam trabalhando, mesmo em idade de se aposentarem, segundo último levantamento realizado pelo governo do país.

O 'empoderamento feminino' também foi pauta dentro das medidas a serem adotadas pelo Governo do Japão, visando incentivar as mulheres à ocuparem cargos de chefia em corporações, bem como cargos políticos, além de promover campanhas afim de aumentar a mão de obra feminina no mercado de trabalho japonês.