Em alguns lugares do mundo, ser barriga de aluguel não somente é permitido, enquanto atividade remunerada, como também pode ser algo bastante rentável para aquelas que estão dispostas a fazer este trabalho. É assim no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde vive Jessica Allen, de 31 anos.

Jessica, que já tinha dois filhos, resolveu aceitar US$ 35 mil, o equivalente a R$ 115 mil, para ser barriga de aluguel de um casal, que não quis ser identificado. O objetivo de Jessica era utilizar o dinheiro para comprar uma boa casa para ela, o marido Wardell Jasper, de 34 anos, e os dois filhos.

O que ela não imaginava é que voltaria para casa algum tempo depois levando com ela mais um bebê [VIDEO].

Tudo corria bem até que, um mês após o parto, o casal que havia contratado os serviços de Jessica - e que até então acreditava ter gerado gêmeos com o auxílio da barriga de aluguel - lhe enviou uma fotos dos dois Bebês, indagando o porquê das crianças parecerem tão diferentes entre si.

Segundo o jornal britânico Independent, responsável pela publicação do caso, as duas mães ficaram desconfiadas e decidiram submeter os bebês a testes de DNA. O exame revelou que um dos bebês era, de fato, do casal que contratou a barriga de aluguel. O outro bebê, no entanto, era filho biológico da própria Jessica com seu marido Wardell.

Médicos explicaram que o que aconteceu com Jessica foi um fenômeno muito raro chamado de superfetação, que nada mais é do que uma concepção que se dá quando já há uma gestação [VIDEO] em andamento.

Ou seja, Jessica ficou grávida, por meios naturais, quando já gestava o filho de seus clientes.

Os especialistas especulam que certos tratamentos de fertilidade, na qual a produção de óvulos é estimulada, podem aumentar as chances de uma superovulação, e consequentemente, de uma superfetação. Jessica, no entanto, apenas recebeu o embrião gerado em laboratório, sem que precisasse fazer uso de nenhum tratamento indutor de ovulação, mas, sim, um tratamento preparatório de hormônios que ajudariam na manutenção da gestação.

O caso rendeu uma pequena batalha judicial entre Jessica e seu marido e o casal que havia solicitado o serviço da barriga de aluguel. Os contratantes não desejavam ficar com o filho biológico de Jessica, porém exigiam uma indenização. A briga na Justiça, que começou no início de 2017, terminou agora com um final feliz.

Jessica e seu marido Wardell receberam a guarda do filho, aumentando sua família. O pedido de pagamento da indenização acabou sendo retirado pelos contratantes de Jessica, o que provavelmente possibilitou Jessica de comprar a casa que tanto sonhava.