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Segundo informações disponibilizadas pelos sites Independent e Mail Online nesta segunda-feira (2), uma mulher britânica de 29 anos foi condenada pela Justiça de seu país a passar 12 meses atrás das grades, em função de ter escondido o corpo de seu bebê em um poço de drenagem localizado no jardim da casa dos próprios pais – e sem que ninguém sequer soubesse do fato de que ela esteve grávida [VIDEO].

O crime cometido por Sinead Connett, de 29 anos de idade, foi descoberto em fevereiro de 2016, quando os pais da ré começaram a enfrentar problemas de entupimento no banheiro do piso térreo de sua residência, situada em Grimsby, na Inglaterra.

Para solucionar o contratempo, o pai da mulher, Stuart, solicitou os serviços de um encanador, que acabou encontrando o pequeno corpo parcialmente mumificado.

Ocultação da gravidez

Após fazer exames médicos, Sinead descobriu em janeiro de 2013 que estava grávida do namorado (e atual marido) Jonathan Layfield. No entanto, ela escondeu o fato tanto de seu cônjuge quanto dos familiares, acreditando que a gestação resultaria no fim de seu relacionamento afetivo e em demissão no trabalho.

Em maio daquele mesmo ano, a mulher procurou uma clínica de aborto, mentindo sobre há quanto tempo estava grávida e alegando que aquela "não era a hora certa para ter um bebê". No entanto, o procedimento lhe foi negado, uma vez que ela já estava com 28 semanas de gestação – tempo além do limite legal permitido no Reino Unido.

Assim, para esconder que estava esperando um bebê, Sinead passou a afirmar que sofria de problemas de saúde – motivo pelo qual passou a apresentar "estômago inchado". Ela manteve o segredo até dar à luz um menino no banheiro de sua casa, em Hertford, sem qualquer tipo de assistência.

O bebê, pesando 1,36 kg, foi enrolado em uma toalha, colocado dentro de três sacolas plásticas de supermercado e levado de carro para a casa dos pais da mulher britânica, onde foi escondido no sistema de drenagem, permanecendo assim até ser descoberto no dia 11 de fevereiro de 2016.

Rede de mentiras

Depois da descoberta do cadáver, policiais interrogaram Sinead Connett, e ela negou que a criança fosse sua. Entretanto, exames de DNA confirmaram a maternidade, e a mulher mudou a versão da história, dizendo, então, que havia sido estuprada por um taxista enquanto estava bêbada, no momento em que ele a levava para casa após uma festa no escritório.

Esta alegação também se mostrou uma mentira, pois testes genéticos posteriores revelaram que Jonathan Layfield era o pai da criança.

Assim, Sinead alterou mais uma vez o seu relato, passando a afirmar que o bebê havia nascido morto, sem que ela o tivesse machucado de forma alguma.

Durante o julgamento que expôs toda a verdade, ocorrido no Tribunal da Coroa (Crown Court) de Grimsby, o procurador Jeremy Evans expôs o fato que o crânio do bebê apresentava uma fratura, que pode ter sido causada enquanto o encanador tentava retirar o corpo do poço de escoamento. Além disso, devido ao avançado estado de decomposição, nenhuma causa de morte específica pôde ser atribuída, e nunca será possível determinar se a criança poderia ter sobrevivido com ajuda médica.

Ao declarar a sentença de prisão, Evans afirmou que os atos "extremamente irresponsáveis" de Sinead Connett levaram a "uma investigação policial muito longa e cara", acrescentando ainda que ele espera que estes 12 meses de detenção mostrem à condenada as consequências de suas ações criminosas.