O governo mexicano colocou em alerta seis estados do país após o roubo de uma fonte radioativa de Irídio-192. O caso aconteceu na cidade de Tepic, capital de Nayarit, situado na costa oeste do México. O roubo ocorreu na última segunda-feira (16), quando o material radioativo foi retirado de uma caminhonete estacionada em um hotel do centro da cidade.

O Irídio-192 é uma fonte radioativa de baixo risco, não sendo perigosa se for mantida dentro do seu recipiente. Caso o material seja retirado e manuseado de forma incorreta, ele poderá provocar lesões permanentes mesmo com poucos minutos de exposição.

Caso seja encontrado, a Proteção Civil do país recomendou que os habitantes dos estados de Nayarit, Sinaloa, Durango, Zacatecas, Aguascalientes e Jalisco mantenham distância de pelo menos cinco metros do equipamento e avisem imediatamente as autoridades sobre a sua localização.

O Irídio-192 é normalmente utilizado em equipamentos de radioterapia.

Incidentes anteriores

Este não é a primeiro incidente nuclear do México. Em abril deste ano, um veículo foi roubado enquanto transportava uma fonte de Irídio-192.

Mais recentemente, em agosto, foi a vez de um densímetro nuclear ser roubado, que também emite radiações ionizantes.

Desde o final de 2013, pelo menos dez roubos de material radioativo foram notificados no país. Na maioria dos casos os materiais foram recuperados rapidamente sem maiores incidentes.

Um caso brasileiro

Neste ano, o mais grave acidente radioativo do Brasil completou 30 anos. Em 13 de setembro de 1987, um grupo de catadores de papel estava procurando sucatas em um centro de radiologia abandonado, na cidade de Goiânia, em Goiás.

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No local, eles encontraram um equipamento de radiografia do qual conseguiram retirar uma cápsula blindada contendo césio-137.

Ao abrirem a cápsula, para aproveitar o chumbo, os catadores acabaram liberando no meio-ambiente cerca de 19 g de cloreto de césio-137. A substância, por emitir um brilho azul, encantou os catadores que acabaram distribuindo o material entre amigos e familiares, inclusive crianças.

Somente 16 dias após a exposição o governo emitiu um alerta de contaminação radioativa. Foram registradas quatro mortes nas semanas seguintes à exposição e estima-se que mais de mil pessoas tenham sido contaminadas, algumas delas com sequelas até hoje.

Até o momento, esse é considerado o pior acidente radiológico do Mundo ocorrido fora de uma usina nuclear.

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