Um animal não identificado, achado na isolada praia de Berners Bay, no Alasca (EUA), a cerca de 64 quilômetros da cidade mais próxima, repercute na imprensa internacional e desperta a curiosidade de pescadores e cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Detectado pelo guia turístico Bjorn Dihle, enquanto atravessava a região de caiaque, a criatura o deixou confuso.

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“Quando cheguei à praia, percebi rapidamente que eram os órgãos internos de algo muito grande”, diz ao jornal britânico Daily Mail.

Dihle ainda acrescenta que o odor do animal era semelhante a amoníaco. Para ele, os restos mortais se parecem com o do tubarão-dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus), que chega a ultrapassar os três metros de comprimento e é conhecido por viver no fundo dos oceanos, em torno de 2 km de profundidade.

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No entanto, John Moran, biólogo da NOAA, órgão do governo federal dos Estados Unidos destinado a estudar os oceanos, argumenta a impossibilidade de identificar o bicho sem antes analisar o material.

Contudo, Moran também compartilha a mesma hipótese do guia turístico.

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Curiosidades

Para ele, existe a chance de a carcaça ser o fígado daquela espécie de tubarão. “Meu primeiro palpite seria testículo ou fígado de um tubarão dorminhoco", declara.

Contudo, nem o biólogo da NOAA, nem o responsável por achar a criatura explicam como o fígado do suposto animal se separou do corpo, vindo parar na beira da praia.

De acordo com eles, o tubarão-dorminhoco-do-Pacífico, por viver em grandes profundidades, tem poucos predadores.

Entretanto, Bjorn Dihle, que já trabalhou na área da pesca comercial, pondera a possibilidade de o tubarão ser vítima das baleias assassinas, ou mesmo do homem. “As baleias assassinas certamente poderiam ter matado o animal. Também é possível que um pescador puxou o animal para cima e depois o matou”, avalia.

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Todavia, o fígado intacto minimiza a hipótese de ele ser morto por uma baleia. Conforme Dihle, o órgão daquele tubarão serve de alimento. Portanto, um predador não o desperdiçaria. “Essa é a parte estranha”, comenta.

Outro aspecto curioso sobre o órgão diz respeito ao fato dele não atrair predadores, como as gaivotas. Bjorn salienta que, embora nutritivo, o fígado do Somniosus pacificus não instigou outros animais, que certamente o usariam de alimento.

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Teorias à parte, a única certeza, até o momento, é que restos mortais de uma criatura desconhecida foi observada numa remota praia do Alasca. Até que a NOAA faça os exames necessários e descubra a procedência do bicho, a incógnita permanece.

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