AJ Dickerson nasceu com uma grave doença renal. Desde seu nascimento esse menino, agora com dois anos, vem sofrendo por seus rins não estarem funcionando. Toda a sua vida vem sendo uma luta, quase sempre dentro de um hospital. Porém, seu destino parecia estar quase mudando, quando sua família recebeu uma péssima notícia. AJ deveria ter recebido um rim de seu pai, que é 100% compatível com o bebê, mas dias antes do Transplante acontecer, a cirurgia foi cancelada, e o motivo deixou seus pais devastados [VIDEO]e sem entenderem nada. O caso aconteceu no hospital de Atlanta, Geórgia, EUA.

Carmellia Burges, a mãe de AJ, nem podia acreditar quando os médicos lhe falaram que a cirurgia havia sido cancelada.

Vendo o estado de seu filho se agravando, nos últimos meses, ela se agarrou na esperança desse transplante. Tudo parecia perfeito e seu marido, Anthony Dickerson, tinha todas as condições para salvar a vida do seu menino, não pensando sequer duas vezes na oportunidade de doar um rim seu, para salvar a vida de seu bebê.

Porém, havia afinal um problema. Anthony não pode doar seu rim, porque ele tem um registro criminal. Para o hospital de Atlanta, esse motivo foi o suficiente para eles cancelarem uma cirurgia que poderia ter salvo a vida de um bebê. A cirurgia deveria ter acontecido no dia 3 de outubro, mas foi cancelada na véspera. "Ele tem lutado por sua vida desde o dia em que ele veio para este mundo", contou Carmellia, desesperada, com essa notícia.

No hospital, eles descobriram que Anthony tem um registro criminal e que foi recentemente preso, por suspeita de possuir uma arma.

Os médicos disseram que não poderiam avançar com esse transplante sem saberem se esse pai estava cumprindo os termos de sua liberdade condicional, e só depois disso, eles poderiam prosseguir com a cirurgia [VIDEO], de acordo com a imprensa local.

O problema é que esse "depois" pode ser tarde demais. A saúde do menino vem se agravando e ele sofreu vários acidentes vasculares cerebrais nos últimos meses e os pais temem que o transplante chegue tarde demais. Eles vêm lutando há dois anos por esse menino e temem que esse motivo acabe colocando tudo a perder, "O que ele tem a ver com os erros que eu cometi? Nada", disse esse pai, desolado com toda essa situação.

O Hospital Emory disse em uma carta enviada ao casal que pretende receber documentação completa sobre a liberdade condicional de Anthony nos próximos três meses e só aí vão reavaliar a possibilidade de avançarem ou não com esse transplante, em janeiro de 2018.

Até essa data, os pais vão continuar com suas vidas suspensas, aguardando que todas essas burocracias fiquem completas, para que a operação possa ser reprogramada para janeiro.