Uma mordida em uma panqueca se revelou fatal para Nainika Tikoo, uma menina de nove anos de Harrow, no noroeste de Londres. Logo após ela comer as panquecas preparadas por seu pai, ela sofreu uma grave reação anafilática. A menina, que sabiam sofrer de graves alergias, ainda foi levada para o hospital, onde ficou por mais cinco dias, mas sempre ligada aos aparelhos de suporte de vida. Depois, o mesmo pai que preparou as panquecas fatais, sofre a devastação de se despedir da menina e autorizar que os médicos desligassem as máquinas, confirmando sua morte.

Devastador o estado em que os pais da menina ficaram, perante uma morte tão inesperada.

Eles sabiam que a criança sofria com várias alergias, mas acreditavam poder controlar isso, restringindo a menina de se aproximar dos alimentos a que ela fazia reação alérgica. Infelizmente, e sem saber como isso aconteceu, Vinod preparou umas panquecas que continham algum ingrediente proibido. Porém, eles desconhecem o que poderia ter sido e até pensam na possibilidade algum dos ingredientes estar adulterado ou contaminado.

O pai da menina ainda tentou freneticamente evitar o pior, com manobras de reanimação e chamando a emergência. Quando Lakshmi, sua mãe, de 37 anos, chegou em casa, ela encontrou a menina no chão ficando azul enquanto lutava por sua vida.

O casal agora passa seu tempo fazendo campanha para uma melhor conscientização e tratamento para alergias e diz que não se sentiam totalmente preparados para lidarem com os diagnósticos de sua filha.

Embora eles soubessem que ela era alérgica a produtos lácteos, ovos e soja, a verdade é que manter sua casa livre desses ingredientes não foi suficiente.

Lakshmi estava trabalhando de consultora política quando seu marido a chamou para correr para casa, após a menina ter comido panquecas. Porém, quando ela chegou em casa, já não havia muito que pudesse ser feito.

Já no hospital, ela ainda retomou seu pulso, mas seu cérebro já tinha ficado privado de oxigênio por muito tempo, e os danos era irreversíveis. Quando ela escutou o diagnóstico, ela não pensou logo no pior. "Eu acho que naquele momento, eu não entendi o que isso significava. Eu estava pensando em paralisia ou deficiência, mas que ela iria voltar para trás.

Eles a levaram para a UTI e nos disseram que não estava bem, mas eu ainda estava pensando ela seria tratada e melhoraria".

Infelizmente, dois dias depois, ela foi declarada com morte cerebral, embora seu coração ainda estivesse batendo e, então, ela foi mantida em um ventilador. Os pais tiveram que tomar a decisão agonizante de desligar o suporte, cinco dias após o ataque alérgico. "Desde a morte de Nainika, percebemos que muitos pais estão lutando com as alergias de seus filhos e precisamos fazer algo para ajudar. Queremos criar material de conscientização, contribuir com projetos de pesquisa e transmitir a mensagem. Nós somos apenas pais. Não somos especialistas. Nós só queremos fazer perguntas para mudar as atitudes em relação às alergias e ajudar a salvar vidas", disse Lakshmi.

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