Nos últimos dias uma equipe de pesquisadores do CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida como o maior laboratório de física de partículas do mundo,que fica na Suíça, realizou uma série de medidas para determinar de forma precisa a força magnética dos prótons e antiprotons.

Na ocasião, os cientistas descobriram que o cálculo é exatamente o mesmo. A teoria sugere que o Big Bang, desenvolveu quantidades iguais de matéria e Antimatéria, as quais deveriam causar a nossa aniquilação juntamente com o universo. Entretanto, após a divulgação desta teoria surgiram inúmeras perguntas do tipo. ''Por que ainda estamos aqui? Como os físicos conseguiram capturar informações privilegiadas da matéria e da antimatéria sem aniquilar o Universo?''

Em 2014, os pesquisadores, conseguiram medir o campo magnético e descobriram o quanto um próton é capaz de resistir a força magnética de prótons e antiprótons.

Na ocasião, os pesquisadores descobriram que as duas medidas tratavam-se da mesma coisa, com exceção dos sinais opostos. Isto representa que a ideia de quanto um próton pode ser resistente a força magnética após ser preso em um campo magnético e depois de ser girado em outro campo magnético.

De acordo com os pesquisadores esta parte foi considerada fácil, levando-se em consideração de que os prótons não se aniquilaram depois dele manter contato com qualquer matéria. Em 2015, os pesquisadores criaram os antiprótons e os colocaram em um câmera de antimatéria para armazená-los. Depois disso, os pesquisadores desenvolveram “armadilha Penning”, um dispositivo cilíndrico responsável em capturar as partículas de prótons carregadas dentro de um campo elétrico quadripolar.

Por outro lado, os pesquisadores explicaram que estas armadilhas Penning, são consideradas imperfeitas, levando-se em consideração que a antimatéria pode fugir.

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Foi então que os físicos do CERN, usaram duas e mantiveram a antimatéria completamente fria. Isso possibilitou que o material fosse mantido congelado por 405 dias. O tempo foi mais que o suficiente para determinar as medidas do campo magnético. Na busca por tal medida os pesquisadores encontraram o número -2, 7928473441 μN, que é considerado um (μN é um magneton nuclear).

O físico Christian Smorra, está entusiasmado com o resultado da pesquisa que foi publicado na semana passada pela revista Nature. A descoberta contribuiu para um importante passo da ciência em relação ao assunto. Após a descoberta, os especialistas não descartaram a possibilidade de estarmos vivendo em um universo holográfico e estima-se que nossa vida cotidiana não passa de uma simulação. O avanço das pesquisas poderá surpreender até os próprios pesquisadores.