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De acordo com as informações divulgadas pelos sites Mopo, Focus e Bild, autoridades da Alemanha haviam divulgado imagens de uma menina com apenas quatro de idade que foi vista em vídeos e fotos de sexo explícito. Ao espalhar essas fotografias, os agentes da lei estavam fazendo uma tentativa desesperada de reconhecimento da criança, já que os esforços para identificar o pedófilo por trás do abuso não haviam dado qualquer resultado.

A investida para localizar a garota foi uma ação conjunta entre o Ministério Público de Frankfurt, o Escritório Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt em alemão, ou BKA) e o Serviço Central de Combate ao Crime na Internet (Zentralstelle zur Bekämpfung der Internetkriminalität, também conhecido pela sigla ZIT).

Felizmente a ação acabou dando um resultado positivo, pois de acordo com uma publicação postada na página que o BKA mantém no Facebook, tanto o agressor quanto a criança – ambos cidadãos alemães – puderam ser identificados com sucesso.

Agressor meticuloso

As autoridades da Alemanha ficaram sabendo do caso pela primeira vez em julho de 2017, ao descobrirem que o material ilegal estava sendo divulgado em uma plataforma de pornografia infantil existente na chamada Darknet – redes virtuais desta natureza permitem um grau de anonimato muito elevado (cujo exemplo mais conhecido é o navegador Tor), o que muitas vezes dificulta a identificação de usuários que realizam ações criminosas.

Os esforços para descobrir quem era o pedófilo responsável pelo abuso da garotinha estavam se mostrando infrutíferos mesmo após exaustivas investigações.

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Tudo o que se sabia até então é que o material envolvendo a menina (que falava alemão nas filmagens) havia sido produzido entre outubro de 2016 e julho de 2017.

O adulto que registrou as cenas pornográficas era muito meticuloso, e a sua identidade permaneceu desconhecida porque seu rosto não aparecia nem nas fotos e nem nos vídeos. Como consequência, todas as pistas relacionadas a este caso já estavam esgotadas, o que levou ao impedimento do avanço das investigações.

Foi por isso que, em uma nova abordagem extremamente drástica, o tribunal da cidade de Giessen ordenou que um inquérito público com imagens da garota fosse instaurado e divulgado, sem que houvesse censura no pequeno rosto que aparecia nas fotos. Assim, se alguém possuísse qualquer informação que pudesse ajudar a identificar a menina, os dados consequentes resultariam em uma dica útil na procura pelo pedófilo.

Após a exposição das imagens, os familiares da criança (sua mãe e seus avós) a reconheceram, e se dirigiram até uma delegacia para denunciar o abusador, que era o companheiro da mãe.

O criminoso foi detido em um apartamento no estado alemão da Baixa Saxônia, e depois que a menina foi identificada, o BKA pediu que as fotos não censuradas da garotinha fossem removidas dos meios digitais, por razões de proteção de identidade da vítima.