O ataque terrorista do dia 14 de outubro, sábado, na Somália deixou quase 300 mortos. Esse talvez seja o maior número de pessoas assassinadas em um atentado desde o 11 de setembro. Foram dois veículos-bomba que explodiram em Mogadíscio, capital do país africano. A grande maioria dos mortos é de civis. O ataque ainda não foi reivindicado por nenhum grupo terrorista, mas os especialistas e autoridades locais acreditam ser de um grupo chamado Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda.

Apesar da informação pesada, o acontecimento não causou a mesma comoção no mundo como os atentados recentes em Paris, em Las Vegas ou em Londres. Ou pelo menos é o que acusam os usuários das redes sociais, que estão fazendo barulho, dizendo que os jornais não estão cobrindo as notícias como deveriam e que as pessoas não estão se comovendo pelo acontecimento.

No Twitter vários usuários estão trabalhando para subir a tag #prayforsomalia e mobilizar o maior número de pessoas pela causa. O padre Fábio de Melo já se manifestou, dizendo que lamenta ver que as mortes na somália importam menos ao mundo do que outras.

E outros internautas também se manifestaram pela causa:

No Instagram também há manifestações, nenhuma rede social foge à regra e todos querem dar a sua opinião:

Os internautas apontam a cor da pele, a localização e a pobreza do país como causas da falta de atenção da mídia.

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A Somália nunca foi notícia grande no Brasil e mesmo agora, com um ataque terrorista, não está tendo a atenção necessária. Mas, em tempos de redes sociais e de um mundo conectado à tecnologia, a internet se encarrega de comunicar quando os veículos tradicionais não o fazem. As redes sociais tem hoje o poder de pautar a vida e a própria mídia tradicional, além de promover assistência real.

Estima-se que além dos 300 mortos hajam mais de 350 feridos. Foi criada uma conta no Twitter para ajudar a identificar as vítimas do atentado:

A Somália está longe de ser um país pacífico e de ter igualdade social. É o produto de um processo histórico de colonização da África que juntou tribos inimigas e separou clãs. O país vive em conflito e sofre também de fome, em abril desse ano houve mais de 100 mortes por desnutrição. E o problema não tem uma solução em vista. A Somália, junto com a Síria e o Sudão do Sul estão a beira de uma crise.

Mesmo com a mobilização dos internautas, as tags relacionadas ao ataque terrorista na Somália ainda não figuram entre as Top Trends do Twitter.