O presidente catalão, Carles Puigdemont, anunciou que aproximadamente 2 milhões de pessoas seriam a favor da separação da Catalunha para que a região se torne um país independente. O movimento de independência catalã ganhou visibilidade após os ataques [VIDEO] do Governo central espanhol, que deixaram cerca de 900 feridos.

Atualmente, a Catalunha representa 16% da população da Espanha, sendo responsável por 19% de todo o seu PIB (Produto Interno Bruto), além de possuir grande valor turístico. Muitos que se mostram contrários ao movimento separatista argumentam que mesmo que a Catalunha obtenha ganhos fiscais com a independência, estes seriam engolidos pelos custos da criação de novas instituições públicas.

A região possui uma dívida de 77 bilhões de euros (R$ 288,9 bilhões), que representa 35% de seu PIB, grande parte dessa dívida deve ser paga ao próprio governo espanhol, que criou em 2012 um fundo que fazia empréstimos a determinadas regiões do país que não conseguiam suprir suas necessidades com acordos exteriores.

Autoridades espanholas argumentam que o processo de independência seria ilegal, pois a Constituição declara indivisibilidade à Espanha, e diz que apenas o rei teria poder para convocar um plebiscito, depois de ser proposto pelo chefe do governo, com autorização do Congresso. Puigdemont, por sua vez, defende que a declaração de independência está prevista na lei do referendo, aprovada no parlamento regional, e diz que seu governo deve adotá-la.

Mariano Rajoy, chefe do governo espanhol, diz que fará o que for preciso para que a independência catalã seja impedida, buscando manter a unidade nacional.

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Para isso, algumas medidas estão sendo estudadas, tais como:

  • Decretar situação de interesse para a segurança nacional

O governo poderia nomear uma autoridade para dirigir e coordenar a situação. Esta medida teria sido feita para casos de catástrofes e atentados [VIDEO]. Por isso, não se sabe como seria imposta nessa situação.

  • Decretar estado de alarme, exceção ou sítio

O estado de alarme colocaria os funcionários e a polícia catalã em dependência do governo central, mas não há certeza de sua aplicação para a crise na Catalunha.

O estado de exceção precisa da aprovação de uma maioria absoluta e permitiria a suspensão dos direitos de presos e a autoridade civil do governo seria substituída por uma militar. Já o estado de sítio suspenderia os direitos fundamentais e permitiria, entre outras medidas, detenções administrativas e proibição de protestos.