O médico franco-alemão Albert Schweitzer disse em certa ocasião de sua vida que “um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive", como uma forma de reconhecimento, respeito e amor público aos seus semelhantes, e por que não dizer às diferentes espécies de vida existentes no planeta Terra.

Por outro lado, quando as pessoas se deparam com o contexto global atual, nos seus mais diferentes aspectos, percebem rapidamente que a realidade é bem diferente da que foi exposta por Schweitzer, ou seja, falta ética no cerne de grande parte dos seres humanos.

Um dos motivos da conclusão tão contundente e revoltante no parágrafo anterior vem na forma de um horrendo crime ambiental, com a sua imagem de morte que ocorreu na África do Sul.

A foto em questão acabou vencedor a competição de “Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano”, a qual é realizada todos os anos pelo respeitado Museu de História Natural de londres.

O fotógrafo responsável em captar a imagem de um outrora robusto rinoceronte negro, mas que agora estava caído inerte no solo da Reserva Hluhluwe Imfolozi, foi o sul-africano Brent Stirton.

Tudo isso porque caçadores ilegais resolveram abater o animal durante a noite de modo covarde [VIDEO] se utilizando de um silenciador da arma de fogo, cujo objetivo vil era unicamente extrair o chifre do animal.

Brent fez o registro fotográfico para uma investigação acerca do comércio clandestino de inúmeros objetos e produtos feitos à base de partes de rinocerontes.

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Stirton fez questão de comparecer em mais de 30 cenas semelhantes a descrita acima, onde outros animais também foram mortos de forma cruel, o que acabou lhe deixando bastante deprimido.

O fotógrafo acabou confessando que o seu 1º filho nascerá em fevereiro de 2018, aos seus 48 anos de idade, uma vez que a demora em assumir ser pai foi ocasionada pela perda da fé na humanidade, disse Brent no momento em que recebia o prêmio pela foto deprimente no Museu de História Natural.

Stirton falou ainda que não tem dúvidas de que o assassinato do animal foi praticado por indivíduos da localidade cumprindo ordens de terceiros.

Vale frisar que intermediários compram os dois chifres do rinoceronte e os revendem para mercados consumidores em Moçambique, Vietnã e China; sendo que, nesses dois últimos países o preço do chifre de rinoceronte é comparado ao ouro.

O comércio da morte é baseado na crendice de que o chifre pode curar desde as pedras nos rins até mesmo o câncer, algo que não tem nenhum respaldo científico.

O presidente do júri que escolheu a foto do rinoceronte sem vida e sem chifre, Lewis Blackwell, resumiu muito bem a sensação que as pessoas piedosas têm ao se deparar com a cena, isto é, elas ficam simplesmente horrorizadas ou com nojo, mas também querem saber o que de fato aconteceu com o animal ou quem foi capaz de fazer aquilo.

Enfim, na realidade, o homem “racional” parece incompetente o suficiente para não respeitar as outras espécies que vivem no mesmo lar comum a ele [VIDEO], deixando o egoísmo dominar o mundo e se transformando na pior Ameaça aos animais. A pergunta que paira no ar é: até quando isso continuará acontecendo?