Segundo informações disponibilizadas pelo site Mail Online, o governo da Escócia decidiu que professores de escolas primárias daquele país – que lidam diariamente com crianças [VIDEO] que possuem uma idade tão baixa quanto três anos de idade – devem permitir que seus alunos troquem de gênero (masculino ou feminino) sem que eles sequer obtenham o consentimento dos próprios pais.

Os instrutores que trabalham nestes liceus infantis também receberam permissão para informar autoridades locais a respeito de homens e mulheres que "lutem" contra a chamada "identidade de gênero" adotada pelos seus filhos.

As novas diretrizes oficiais, aprovadas pelo Parlamento Escocês e por mais 16 autoridades locais, foram produzidas pela organização LGBT Youth Scotland.

Essas regras estabelecem que professores não podem negar a "identidade das crianças trans", e nem questionar demasiadamente a compreensão dos estudantes a respeito do fato de eles se enxergarem como sendo meninos ou meninas.

Mudanças polêmicas na lei

Agora, a lei escocesa estabelece que os instrutores infantis precisam apoiar seus alunos trans, de modo que eles possam "explorar e expressar sua identidade, independentemente da idade". Adicionalmente, os tutores são aconselhados a não notificar os pais ou cuidadores a respeito da identificação sexual de uma determinada criança se esta não quiser que a referida informação seja revelada – nem mesmo quando se tratar de alguém muito jovem [VIDEO].

O documento oficial também diz que os pais não devem ser avisados se seus filhos estão compartilhando salas de aula com alunos trans, ou se estão em sua companhia durante viagens escolares.

Além disso, determinou-se que os alunos que se sentirem desconfortáveis quando uma criança trans estiver usando o banheiro escolar deverão esperar até que aquela pessoa termine as suas necessidades, para só então poderem usar o toalete também.

Preocupação com as alterações oficiais

De acordo com o Mail Online, estas alterações na lei causaram um grande desconforto para Stephanie Davies-Arai, diretora de um site conhecido como Transgender Trend, criado por pais que questionam tanto o diagnóstico quanto o tratamento fornecido a crianças transgênero no Reino Unido.

Davies-Arai classificou o documento oficial como "alarmante", e ressaltou que as escolas devem basear suas políticas nas necessidades de todos os alunos, concedendo direitos iguais sem beneficiar um grupo à custa de outro.