O atirador Devin Patrick Kelley, que abriu fogo matando 26 fiéis e ferindo outros 20, durante um culto em uma Igreja batista em Sutherland Springs, no Texas, neste domingo (5), se suicidou após ser perseguido por populares, de acordo com informações repassadas à imprensa pela polícia. A causa oficial da morte, no entanto, ainda vai ser determinada pela autópsia.

Após a chacina, Kelley, de 25 anos, acabou ferido na troca de tiros com moradores, que revidaram ao Ataque. A polícia informou que na fuga ele ainda telefonou para o pai. O teor dessa conversa foi a certeza dele de que não conseguiria escapar. Em seguida, Devin se matou [VIDEO].

Ódio da sogra

Desde o início, a motivação da chacina foi um dos desafios da investigação, que reuniu a polícia [VIDEO]do Texas e o FBI. A hipótese de terrorismo, por enquanto, não foi levada adiante.

O Departamento de Segurança Pública do Texas acredita que o ataque tenha sido motivado por problemas de relacionamento familiar.

Segundo testemunhas, enquanto disparava contra os fiéis, o atirador manifestou sua raiva da sogra, frequentadora da igreja local com o marido. A mulher, de acordo com a investigação, já havia sido ameaçada por ele através de mensagens de celular. Os familiares do atirador não estavam no local na hora do ataque, segundo o xerife do condado de Wilson, Joe Tackitt.

A ação foi filmada por câmeras dentro da própria igreja. As imagens estão sendo analisadas.

Perfil

O atirador Devin Patrick Kelley, de 25 anos, tinha uma personalidade ambígua.

Ele serviu na Força Aérea. Em 2012, sob a acusação de agredir a mulher e o filho, enfrentou um tribunal marcial e recebeu pena de 12 meses de prisão. Em 2014, acabou expulso por má conduta.

Por outro lado, Kelley também parecia querer sustentar uma boa imagem. Ele havia atuado como professor de estudos bíblicos.

Donald Trump aponta motivo da matança

Em visita oficial ao Japão, Donald Trump avaliou a ação do atirador durante uma entrevista coletiva, nesta segunda-feira (6).

O presidente americano classificou a matança em massa como um ataque terrível a uma igreja de uma região preciosa’, a pequena Sutherland Springs, a cerca de 50 quilômetros da cidade de Santo António. ‘Quem poderia imaginar?’, indagou o presidente, que enviou suas condolências aos familiares das vítimas.

Para Donald Trump, o que está por trás dessa tragédia e das demais mortes cruéis provocadas por atiradores nos Estados Unidos é uma questão de saúde mental de alto nível.

Ao ser questionado sobre as medidas de prevenção a novos ataques, Trump defendeu uma abordagem séria da questão.

Mais tarde, em um encontro com líderes empresariais na embaixada americana em Tóquio, o presidente disse que o ato de maldade em um lugar de culto sagrado foi o pior ataque da história do Texas.