Que a humanidade está à beira do abismo não é novidade pra ninguém. Epidemias [VIDEO], guerras, desigualdade social, aquecimento global e uma infinidade de problemas fazem parte do nosso cotidiano.

Porém, até mesmo a versão robótica do físico Albert Einstein, 76 anos (1879 a 1955), munida de Inteligência Artificial (IA), alerta para a possibilidade da aniquilação humana ser perpetrada pelos próprios homens.

Ao contrário do que pensa o aclamado físico teórico Stephen Hawking, 75, cujas observações avaliam uma futura insurreição da Inteligência Artificial contra a raça humana, o Einstein desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, que também criou Sofia, primeiro robô do mundo a receber cidadania [VIDEO], pela Arábia Saudita, afirma que nós somos o problema.

De acordo com declarações do ‘professor Einstein’, desenvolvido pelo mago da robótica Ben Goertzel, durante o evento tecnológico Web Summit, em Lisboa (portugal), nós devemos lapidar a forma como interagimos conosco e com o ambiente ao redor.

Segundo o jornal britânico Express, a Inteligência Artificial, caracterizada de gênio da física, demonstrou insegurança quanto a possibilidade de revertermos a situação atual.

“Espero que os seres humanos possam criar um sistema de inteligência positivo, mas há tantos problemas em torno deles que não podem resolver. Terrorismo, problemas com o clima, violência", destacou.

Ele ainda fez questão de advogar em causa própria, ao salientar que as dificuldades não são decorrentes da interação entre as pessoas e os robôs, mas que advém de “humanos problemáticos”.

Entretanto, Sofia, que a cada dia aprende mais sobre os costumes humanos, foi diplomática ao comentar a respeito. Todavia, acentuou a necessidade de melhorarmos nossos comportamentos para que as “criações permaneçam saudáveis”.

Sobre as máquinas inteligentes substituírem as pessoas nos trabalhos tradicionais, Sofia apresentou uma visão otimista. "Nós vamos roubar seus empregos, sim, mas vai ser uma coisa boa, o que implica que os humanos terão mais tempo para se envolver em atividades que querem estar fazendo”.

Por último, o criador Ben Goertzel frisou que a IA não pode ser monopolizada. Ponderou a necessidade de todos trabalharem unidos para aumentar o aprendizado da máquina em benefício da humanidade.

Embora a revolta da Skynet (símbolo das inteligências artificiais) seja apenas uma hipótese fictícia pertencente ao filme hollywoodiano O Exterminador do Futuro, satélites militares britânicos chamados Skynet estão ativos desde a década de 90.

Agora, só falta a rebelião das máquinas começar...