A imagem impressiona. E é capaz de cortar o coração até mesmo de pessoas menos sensíveis. Dois elefantes em chamas fogem atravessando uma rodovia para tentar escapar com vida de uma multidão enfurecida que ateou fogo nos animais.

O animal adulto dispara com labaredas ardendo na pata direta. Desesperado, o filhote, que vem logo atrás, sofre queimaduras intensas com a bola flamejante que avança subindo a parte traseira do corpo.

O ato de violência foi registrado no distrito de Bankura, Estado de Bengala Ocidental, no Leste da Índia. O flagrante, que choca o mundo, foi capturado pelas lentes do fotógrafo Biplab Hazra.

A foto, batizada de ‘’Hell hole’ (‘’Buraco do Inferno’’, em português) acabou premiada em um concurso de fotografias sobre a vida selvagem.

A cena impactante ganhou as redes sociais acompanhada de intensos protestos.

Crueldade

A imagem dessa brutalidade humana foi publicada na revista Sanctuary Asia. Os moradores atiraram objetos pesados e bombas de fabricação caseira nos elefantes. O texto conta que o filhote em chamas corria confuso pela estrada enquanto gritava.

Ninguém ficou sabendo se os animais morreram ou não por causa das queimaduras ou se acabaram sendo mortos pela população de outra forma. Para os elefantes, um dos animais mais inteligentes do planeta, o distrito de Bankura, na Índia, virou mesmo um território infernal.

Rotina absurda

Apesar de chocar pelo grau de violência, agressões dessa natureza entre humanos e elefantes são frequentes na região, segundo informações da Fundação Sanctuary Asia, que concedeu o prêmio ao fotógrafo Biplab Hazra.

Moradores confirmam que a própria comunidade local submete os mamíferos a abusos e torturas terríveis e constantes. Mas, enfatizam que os animais também têm destruído plantações e matado pessoas inocentes.

Caçada feroz

Os elefantes [VIDEO]também sofrem ataques em outras partes do mundo [VIDEO]. Há registro de Matança de centenas destes paquidermes, eletrocutados ou envenenados por caçadores ilegais integrantes de redes de tráfico de marfim.

Os criminosos arrancam e vendem as presas, que têm alto valor comercial e são utilizadas na fabricação de colares, enfeites e outros objetos. A armadilha consiste até em utilizar sal misturado com cianureto nos poços de água usados pelos maiores mamíferos terrestres.

Foi o que aconteceu, por exemplo, no Parque Nacional de Hwange, o maior do Zimbábue, na África, em 2013. Ao menos 300 elefantes foram mortos.