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Segundo informações divulgadas pelo site Liverpool Echo, um homem britânico de 29 anos de idade confessou perante um tribunal que estuprou a própria mãe, e alegou que praticou o terrível ato [VIDEO] porque estava "estressado" com sua namorada – justamente pelo fato de ela tê-lo acusado por aquele mesmo crime.

Por causa de questões legais (e também devido à natureza do incidente), a mulher e o filho [VIDEO] dela não tiveram seus nomes divulgados, sendo que foram revelados apenas o grau de parentesco dos envolvidos e as circunstâncias do ataque.

Estuprador violento

O julgamento do caso, presidido pela magistrada Elizabeth Nicholls, foi concluído na segunda-feira (30), e teve como palco o Tribunal da Coroa (Crown Court) de Liverpool, na Inglaterra.

Durante exposição dos fatos, a corte ficou ciente de que o réu submeteu a própria mãe à violência sexual enquanto estava sob fiança por ter atacado repetidamente a namorada. Foram relatadas duas situações diferentes, sendo que no primeiro evento, a briga começou enquanto o casal estava na cama, e naquela ocasião, o homem bateu três vezes no rosto da companheira, chutando-a após ela ter caído no chão.

Já no segundo episódio – descrito pelo advogado de acusação Neville Biddle – o agressor alegou que sua parceira, residente do condado de Merseyside, estava o traindo. Por causa disso, ele agrediu-a ainda mais violentamente, e forçou-a a fazer sexo.

Foi enquanto enfrentava essas denúncias que o réu estuprou a própria mãe durante uma madrugada, ao mesmo tempo em que a ameaçava com uma chave de fenda.

Mesmo sob o efeito de cocaína, ele chegou a tentar fugir no carro da mulher que lhe deu à luz, mas acabou sendo preso no observatório astronômico Jodrell Bank, situado em Macclesfield.

Explosão de fúria

Quando um juiz que estava presente no tribunal de Liverpool afirmou ao estuprador que ele iria enfrentar uma longa pena, o homem teve um acesso de fúria no qual se levantou, proferiu xingamentos para sua ex-companheira e saltou contra uma barreira de vidro do recinto, quebrando-a em uma tentativa de se aproximar da mulher.

Por sorte, o criminoso foi detido por oficiais antes que pudesse alcançar a sua vítima.

O advogado do réu, Brian McKenna, ainda tentou argumentar que de acordo com a lei britânica, seu cliente não era considerado perigoso para a sociedade, acrescentando que o homem pretendia procurar ajuda para controlar seus acessos de raiva, e que o incidente dentro do tribunal ocorreu em função de um veredito de culpa "extremamente estressante".

Entretanto, a juíza Elizabeth Nicholls afirmou que não tinha dúvidas de que o acusado representa um sério risco para mulheres, em função de "seu passado violento e falta de empatia".

Assim, Nicholls condenou o estuprador a 15 anos de detenção com um acréscimo de mais seis meses na pena devido ao desacato ocorrido no tribunal, e ele teve seu nome incluído no assim chamado Sex Offenders Register (Registro de Ofensores Sexuais) – um cadastro feito junto à Polícia britânica que deve ser renovado anualmente – pelo resto da vida.