A marinha da Argentina deu, nesta quinta-feira (23) novas e importantes informações a respeito do submarino ARA San Juan, que está desaparecido desde o último dia 15 [VIDEO]. A embarcação, com 44 pessoas a bordo, havia saído do porto de Ushuaia, na Patagônia, com destino a Mar Del Plata, porém seu último contato foi quando se encontrava a 432 quilômetros do ponto de partida. A cada minuto que passa, as esperanças de encontrar sobreviventes [VIDEO] vão se esgotando.

As autoridades revelaram que foi detectado um evento consistente com uma explosão algumas horas após o último contato. O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, explicou que foram recebidas informações da Áustria, por meio de seu embaixador, dando conta de um evento anômalo, singular, curto, violento e não nuclear consistente com uma explosão.

Ele também faz parte de uma organização de controle de testes nucleares. Falando aos jornalistas, Balbi disse ainda que não se pode tirar nenhuma informação conclusiva enquanto não haver nenhuma evidência certa. Respondendo a questionamentos dos jornalistas, o porta-voz disse que não há nenhuma evidência de que a embarcação tenha sofrido um ataque.

Outros sinais

Segundo informações publicadas pelo Jornal Clarín, a Marinha havia informado, na quarta-feira (22), que havia registrado um indício sonoro, que seria correspondente a quarta-feira, dia do último contato, pela manhã. Informações, que foram confirmadas por uma agência da Organização do Tratado do Atlântico Norte dizem que um dos ruídos foi detectado a cerca de 30 milhas de onde foi registrado o último contato com a embarcação e que ela é compatível com a rota que ela seguia.

Quatro mil pessoas, de vários países, dentre eles o Brasil, estão mobilizadas na busca pelo submarino. O tempo é o grande inimigo dessa força-tarefa, uma vez que o oxigênio armazenado é suficiente apenas para sete dias e já faz nove desde o último contanto. Não se sabe se a embarcação conseguiu submergir para repor o estoque de oxigênio após o último contato.

Desespero

A cada minuto que passa, as esperanças de achar a tripulação com vida vão diminuindo. “Não sei se seus corpos voltarão, e isso é o que mais me dói porque não vou poder levar uma flor ou tê-lo em casa se pensava fazer outra coisa", disse Jessica Gopar, que é mãe de uma criança de um ano. Seu pai, o tripulante Fernando Gabriel Santilli, não chegou a presenciar o primeiro aniversário do filho.