Na declaração do Departamento de Reabilitação da Califórnia: "O presidiário Charles Manson, de 83 anos, morreu por causas naturais às 20h13 do domingo, de 19 de novembro de 2017, no hospital do Kern County."

Ele foi condenado, juntamente com quatro de seus seguidores, por orquestrar dois Crimes de assassinato em 1969. O primeiro deles em 9 de agosto, quando espancaram, balearam e esfaquearam a atriz Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski, e mais quatro amigos do casal. Na noite seguinte, invadem a casa do casal Rosemary e Leno LaBianca, assassinando-os da mesma maneira.

Família Manson

A seita se tornou conhecida devido ao Caso Tate-LaBianca.

Charles Manson era o líder de um culto conhecido como a Família Manson, composta principalmente de jovens descontentes, alguns dos quais se tornaram assassinos sob sua tutela.

Os cinco receberam a pena de morte em 1971, mas foram poupados devido a pena ser convertida em prisão perpétua em 1972 por uma decisão do Supremo Tribunal do estado.

Manson e seu grupo se tornaram conhecidos devido à brutalidade do assassinato [VIDEO] de Sharon Tate, que estava grávida de oito meses, e seus amigos Jay Sebring, Voytek Frykowski , Abigail Folger e Steven Parent. O diretor de cinema Roman Polanski se safou por estar fora do país naquela noite.

A palavra "porco" foi escrita em sangue na porta da frente.

No domingo à noite, após saber da morte de Manson, a irmã de Sharon, Debra Tate, disse à NBC: "Pode-se dizer que os perdoei, o que é bastante diferente de esquecer o que eles são capazes."

"É por esta razão que lutei tanto para garantir que cada um desses indivíduos permaneça na prisão até o fim dos seus dias", completou. Michele Hanisee, presidente da Associação de Procuradores Distritais do Distrito de Los Angeles, disse: "Hoje, as vítimas de Manson são as que devem ser lembradas por ocasião da morte."

Os promotores da época disseram que Manson e seu culto estavam tentando desencadear uma guerra racial, que eles acreditavam ser predito na música dos Beatles Helter Skelter, e esperavam que as Panteras Negras fossem culpadas pelos assassinatos.

O advogado do Diabo

O advogado de Manson, Irving Kanarek, afirmou durante uma entrevista em 2014 para o jornal britânico The Guardian que seu cliente era inocente. "Não há dúvida de que ele era legalmente inocente. E, mais do que isso, ele era realmente inocente", disse Kanarek, argumentando que não havia nenhuma evidência que o ligasse ao caso.

Em uma audiência de liberdade condicional de 2012, que foi negada, Manson foi citado como tendo dito a um de seus psicólogos da prisão: "Eu sou especial. Eu não sou como o preso comum. Passei minha vida na prisão. Coloquei cinco pessoas no túmulo. Eu sou um homem muito perigoso."