Morreu neste domingo, 19 de novembro, no hospital de Bakersfield na Califórnia, o assassino em série [VIDEO] que chocou o mundo no século 20. Internado em estado grave desde quinta-feira, 16 de novembro, o falecimento se deu por causas naturais, informação que até o momento não foi confirmada pelas autoridades.

A história de violência e loucura de Charles Manson

Filho de Kathlee Maddox, Charles Manson nascido em 12 de novembro de 1934 na cidade de Cincinnati, Ohio, nunca conheceu o pai e herdou o sobrenome Manson do padrasto William Manson, com quem a mãe casou e conviveu por um curto período. Seu relacionamento com a mãe foi sempre conturbado e Manson contou que uma vez ela chegou até a vendê-lo em troca de bebida alcoólica.

Com uma infância difícil, hora vivendo sob os maus tratos dos tios, do pouco caso da mãe e com passagem por reformatórios, Charles Manson cresceu cometendo delitos e passou quase toda a vida adulta dentro de uma prisão.

Em 1967, já com 32 anos, quando foi libertado, partiu para São Francisco, onde se embrenhou no mundo da música, pois tinha interesse em se tornar um músico famoso. E foi nessa época que fundou a seita conhecida como ‘Família’, onde ele e seus seguidores aproveitavam a onda new age para se passarem por hippies e assim viverem de pequenos golpes. Foi em 1968 que Charles Manson conheceu Dennis Wilson, o baterista dos Beach Boys que passou a levá-lo para as casas mais badaladas do momento e apresentar celebridades a Manson.

Com ideias perigosas na cabeça, as quais conseguia passar de forma convincente a seus seguidores, Manson, que em seus discursos incitava o crime racial, chegou a dizer que os brancos e negros travariam uma batalha nunca vista nos Estados Unidos.

E ainda afirmava que a música Helter Skelter do Álbum Branco dos Beatles, banda da qual era fã, seria uma espécie de mensagem subliminar codificada que falava a respeito da suposta guerra racial no país. O seu objetivo era antecipar tal guerra.

Charles Manson ordena assassinatos brutais que o levaram a fama

Mas foi em 1969 que o assassino chegou ao seu ápice e se tornou famoso, devido à loucura e influência que seus discursos tiveram sobre seus seguidores. Sem participar de nenhuma das ações, Charles Manson, ordenou que membros da seita, entre eles, Susan Atkins, que confessou no tribunal que haviam outros assassinatos premeditados contra Famosos, invadissem a casa de Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski [VIDEO], o qual eles o fizeram e assassinaram a atriz, na época grávida, com 16 facadas. Amigos que estavam na casa naquele momento, também foram esfaqueados e no dia seguinte o grupo fez o mesmo com um dono de uma rede de supermercados e sua esposa, totalizando 7 mortes.

Veja o vídeo que aborda a investigação do assassinato da atriz Sharon Tate e seus amigos, ordenado por Charles Manson:

Os seguidores, orientados por Manson, tentaram plantar pistas falsas no local dos Crimes, para atribuir os assassinatos aos Panteras Negras, grupo que na época ficou conhecido por lutar contra o racismo.

Em 1971 saiu a condenação e o serial killer receberia a pena de morte, o que não aconteceu, pois esta foi comutada em prisão perpétua após os tribunais da Califórnia extinguirem esse tipo de pena em 1972.

Já em 2012, Manson teve seu 12º pedido de liberdade condicional negado e em 2014 recebeu autorização para se casar com Afton Elaine Burton, de 26 anos, mas desistiu da ideia.

As influências de Charles Manson em filmes e séries de Hollywood

Assim termina a trajetória de um dos mais famosos assassinos em série dos Estados Unidos, que serviu de inspiração para filmes e seriados de Hollywood, como no caso de The Following, que tem no elenco principal Kevin Bacon no papel do ex-agente do FBI, Ryan Hardy, que na primeira temporada se envolve numa caçada com um perigoso serial killer chamado Joe Carrol, interpretado por James Purefoy, que dá vida a esse assassino e traz semelhanças notórias ao perfil e métodos utilizados por Charles Manson.