3

Segundo informações divulgadas pelo site Mail Online, um pai britânico está culpando o sistema de saúde pública do Reino Unido, conhecido como NHS – sigla para National Health Service, ou Serviço Nacional de Saúde em português –, por sua filha de apenas 11 meses de idade ter tido a necessidade de amputar as mãos e os pés por causa de uma doença [VIDEO] capaz de matar em horas, e que, mesmo assim, poderia ser evitada com uma simples vacina.

Tudo começou há cerca de dois meses, quando a pequena Kia Gott, residente da vila de Wyke (situada no condado metropolitano de West Yorkshire, Inglaterra [VIDEO]), desenvolveu uma erupção cutânea que se espalhou por todo o seu corpo e precisou ser levada às pressas para o hospital geral Bradford Royal Infirmary, onde deu entrada com um pulmão já em colapso.

Depois de realizar exames, os médicos constataram que a menina estava sofrendo de uma septicemia (infecção generalizada do organismo) advinda da meningite C.

De acordo com os próprios doutores que cuidaram da criança, ela possuía o "pior caso" da condição que eles já haviam visto em 25 anos.

Agora, o pai da garotinha, Paul Gott (35), afirma que sua bebê só desenvolveu a enfermidade porque o NHS estabeleceu, no ano passado, que a vacina para a doença deveria ser administrada apenas aos 12 meses de idade – antes era dada com 12 semanas – por haver poucos casos do problema no Reino Unido.

Além de amputações, sérias sequelas

Conforme uma publicação postada no Facebook, Terri Mitchell, que é tia de Kia, revelou que o último membro da sobrinha que ainda estava inteiro – uma das pernas – foi removido parcialmente nesta semana (logo abaixo do joelho).

A mulher escreveu também que a menina "ainda está lutando", e que a bebê permanece sonolenta depois de todas as operações pelas quais precisou passar.

Entretanto, a condição de Kia é tão severa que os médicos já avisaram aos parentes da criança que ela poderá perder a visão, a audição, ter 90% de dano cerebral e precisar remover ainda mais um pouco do que restou dos seus membros.

Mesmo assim, a garotinha – que ainda está no hospital – respira sem a ajuda de aparelhos, e sua família iniciou uma campanha de financiamento coletivo on-line para arrecadar dinheiro com a intenção de fazer adaptações na casa onde vive, de modo que a menina possa ter uma vida mais confortável.

Além disso, Paul Gott iniciou uma petição para que a idade mínima de vacinação contra a meningite C seja baixada novamente. Revoltado com a situação que tenta mudar, o homem declarou para o programa jornalístico do Reino Unido conhecido como ITV News: "Me deixa doente que eles [os gestores do NHS] possam simplesmente ter parado algo [a imunização precoce] que poderia salvar tantas vidas".