Os serviços sociais visitaram um pai adotivo 15 vezes, mas isso não evitou que ele assassinasse sua filha, uma bebê de 18 meses. Durante a investigação a um casal homossexual, os assistentes sociais descobriram vários ataques, incluindo que a menina havia quebrado a perna, após supostamente ter "caído da escada".

Matthew Scully-Hicks, de 31 anos, submeteu a pequena Elsie a meses de horríveis ataques, em que testemunhas escutaram a criancinha gritando, a quem Matthew mandava "fechar a boca". O caso aconteceu em Cardiff, no País de Gales, e está gerando enorme controvérsia, quando se lamenta o que aconteceu a bebezinha, sem que ninguém fizesse nada, apesar de imensos sinais que evidenciavam maus tratos. [VIDEO]

A criança sofreu uma série de lesões suspeitas antes que Scully-Hicks a matasse, apenas duas semanas depois de ela ter sido formalmente adotada pelo instrutor de fitness e seu marido, Craig, de 36 anos.

Scully-Hicks teria chacoalhado a criança, enquanto ele estava cuidando dela, e teria jogado a menina contra um piso duro. Os trabalhadores dos serviços sociais fizeram 15 visitas à casa do casal, a partir de janeiro de 2015, e os dois homens tiveram que passar por meses de treinamento, avaliação e reuniões.

No entanto, duas semanas após a adoção ficar formalizada, Matthew não aguentava mais a menina e matou-a. Em mensagens de texto que foram apresentadas no tribunal, ele chamava a menina de "psicopata", "exorcista" e "Satanás vestida em roupa de bebê". No entanto, só após o pior acontecer, é que os serviços sociais perceberam que esse homem nunca poderia ter recebido a bebê [VIDEO]em sua casa.

Ele foi condenado pela Justiça galesa, mas, infelizmente, foi tarde demais e ninguém salvou a vida da indefesa Elsie, que sofreu meses de maus tratos nas mãos desse homem, que a odiava.

Durante as visitas dos assistentes sociais a casa da menina, Elsie havia sofrido contusões, quebrou uma perna e teria caído da escada. Os serviços sociais no Vale of Glamorgan enfrentam agora uma investigação formal sobre se os funcionários poderiam ter feito mais e se eles perderam ou não oportunidades de salvar Elsie.

O tribunal ouviu que a menina sofreu uma série de ferimentos quando estava sozinha com o pai Scully-Hicks, em casa. O promotor Paul Lewis disse que Elsie foi encontrada desmaiada pelos paramédicos, depois que Scully-Hicks a atacou em casa. Ela morreu no Hospital Universitário de País de Gales, em Cardiff, depois que os médicos decidiram que ela não sobreviveria a suas feridas traumáticas na cabeça e desligaram os aparelhos.

Paul Lewis disse: "Os ferimentos que causaram sua morte foram infligidos a ela pelo réu pouco antes de ele chamar de serviços de emergência naquele dia."