No ano de 2016, pouco mais de um ano atrás, uma foto retratando uma criança, posteriormente conhecida como o menino Saleem, chocou a comunidade internacional, pois ela apresentava um quadro de Desnutrição muito grave, causado pelo clima de guerra. A desnutrição dele representa o terror sofrido por muitas outras crianças no Iêmen.

Na época em que a fotográfica foi retirada, o menino tinha 7 anos de idade e, visivelmente, não estava sequer parecido com uma criança saudável com essa mesma idade. Mas a situação no Iêmen não melhorou, muito pelo contrário.

Se quando a foto foi publicada eram 350 mil crianças desnutridas, hoje são aproximadamente 2 milhões.

No caso de Saleem, ele teve ajuda humanitária e foi tratado, conseguindo sobreviver. Mas a sua desnutrição teve consequências, como dano no cérebro e também atrofia em seu crescimento. Atualmente, o Iêmen passa pela mais grave crise de desnutrição causada pela fome em todo o mundo.

Essa crise deixa mais de 20 milhões de pessoas necessitando de ajuda humanitária urgente, pois a fome não é o púnico problema, também são necessárias vacinas.

Somente em abril deste ano, um surto de cólera afetou mais de meio milhão de pessoas. Essa crise se arrasta há alguns anos, e a guerra já vitimou mais de 5 mil civis desde 2015.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita está fazendo um bloqueio que impede a chegada de ajuda humanitária, o que poderá causar ainda mais miséria e fome no país assolado pela guerra. Segundo o subsecretário-geral de Assuntos Humanitários da ONU (Organização das Nações Unidas), Mark Lowcock, se a situação não mudar, os reflexos podem não ter precedentes na história e afetar cada vez mais pessoas.

Um dos fatos mais trágicos da consequência desse bloqueio foi o fato de que a Cruz Vermelha não conseguiu realizar uma entrega de um carregamento inteiro de pastilhas de cloro, que são extremamente úteis no combate à cólera. A coalizão árabe, de característica militar, é liderada pela Arábia Saudita e intervém no Iêmen desde 2015 para dar apoio ao presidente que foi obrigado a se exilar pelo grupo dos huthis, chamado Abedrabbo Mansour Hadi.

A situação no Iêmen é complicada há décadas, e sua unificação, que ocorreu em 1990, acabou resultando em uma terrível guerra civil ainda em 1994.

A região teve sérias complicações em sua infraestrutura. A mídia no Iêmen tem como principal expoente a televisão, que é a principal fonte de informações dos iemenitas. Ao todo, no país, existem apenas seis canais de televisão aberta, mas quatro são estatais.

Apesar de toda a crise e guerra, os iemenitas adoram futebol, que é muito popular no país. A economia é baseada em atividades agrícolas e rurais. Entre as outras regiões árabes, o Iêmen é mais favorecido com as chuvas mais regulares, o que contrasta com a fome gerada pela desorganização e guerra.

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