Uma turista britânica diz que está enfrentando a pena de morte no Egito por transportar analgésicos em sua mala. Laura Plummer, de 33 anos, natural de Hull, afirma ter sido obrigada a assinar uma confissão, em árabe, de 38 páginas antes de ser trancada em uma cela minúscula com dezenas de outras mulheres. Ela foi detida com comprimidos de Tramadol, no valor de US$ 30 (R$ 99). A mulher foi surpreendida [VIDEO] após sua viagem para um resort de praia no Mar Vermelho, para umas férias junto com seu marido egípcio, Omar, que ela vê apenas quatro vezes por ano.

Supostamente, Laura Plummer levou os comprimidos prescritos para seu marido, que sofre de dor nas costas, mas vive no Egito, onde essa droga é ilegal e, às vezes, é usada como um substituto de drogas mais pesadas.

Sua mãe, Roberta Synclair, de 63 anos, acredita que Laura está sendo processada por tráfico de drogas, mas disse ao jornal The Sun: "Ela não tinha ideia de que estava fazendo algo errado. Os analgésicos estavam colocados no topo de sua mala, ela não estava escondendo nada".

A família luta agora conta o tempo, tentando inverter a sentença que pode gerar consequências dramáticas. A mãe de Laura foi informada que a filha pode enfrentar uma pena de 25 anos na cadeia ou a pena de morte, o que está deixando sua família completamente devastada. Eles temem que a Justiça do Egito faça de Laura um exemplo e que aplique uma pena muito dura, para que ninguém mais faça uma coisa como essa, que, na opinião da família inglesa, não teve nada de errado, apenas de levar uns analgésicos para o marido.

"Ela está passando pela pior dor imaginável, ela está vivendo um pesadelo", disse a mãe de Laura.

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A acusada foi detida no aeroporto, sem qualquer intérprete para traduzir o que eles estavam falando. Após 5 horas fechada com eles, a mulher assinou uma declaração, acreditando que permitiria que ela fosse embora. No entanto, aquilo seria uma confissão por um suposto tráfico de drogas. [VIDEO]

Roberta contou que sua filha ainda está vestindo as mesmas roupas com que voou para o Egito e que foi algemada, para ser presente a um juiz. A mulher está presa, junto com outras 25 mulheres, em um cela pequena, enquanto aguarda, com poucas esperanças, pelo final desse processo. Roberta já está com suas outras filhas, Rachel e Jayne, no Egito, mas estão temendo o pior.

Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra já confirmou que está ajudando uma cidadã britânica no Egito.

Drogas e pena de morte no Egito

No país, a pena capital continua sendo realizada. O estado cumpriu pelo menos 44 execuções no ano passado. A posse, uso e tráfico de drogas ilegais podem ser punidos com a morte. Levar pequenas quantidades pode resultar em longas penas de prisão de 25 anos. É comum que as pessoas condenadas à prisão perpétua em casos de drogas enfrentem a pena sem chance de liberdade condicional ou perdão.