Ao menos 40 pessoas morreram após um atentado terrorista realizado na cidade de Cabul, capital do #Afeganistão, nesta quinta-feira, dia 28. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reinvidicou a autoria do ataque contra um centro cultural xiita, que deixou também dezenas de feridos.

Segundo o porta-voz do Ministério do Interior do Afeganistão, Nasrat Rahimi, o ataque contou com a detonação de três bombas e atingiu também a rádio Voz Afegã, próxima ao Centro Cultural Tabayan, onde estava sendo realizado um evento dos 38 anos do aniversário da invasão soviética ao país. As informações foram veiculadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

Este é o terceiro ataque realizado em Cabul nos últimos dias. Na última segunda-feira, dia 25, um homem-bomba se explodiu na sede da inteligência do governo do afeganistão no momento em que os funcionários chegavam para o trabalho. Seis pessoas morreram, segundo o governo do país. Uma semana antes, um atentado já havia sido realizado no centro de treinamento do serviço de inteligência afegã, deixando feridos. Em novembro, outro atentado, desta vez contra uma rede de televisão, deixou uma pessoa morta e mais de 20 feridos. Os ataques também foram reinvidicados pelo EI, que tem intensificado suas ações contra a minoria xiita e contra orgãos do governo afegão.

Segundo o delegado ministro da Saúde afegão, Ghulam Mohamad Paikan, o cenário após o ataque desta quinta-feira era de terror, com pessoas chorando e gritando pro ajuda.

Segundo ele, há mulheres e crianças entre as vítimas do novo atentado do EI.

Também em 2017, o EI realizou um dos seus ataques mais sanguinolentos em Cabul, quando uma explosão deixou 150 mortos e mais de 400 feridos no dia 31 de maio.

Por meio de nota emitida através de um porta-voz, o presidente afegão Ashraf Ghani classificou o novo atentado como um “crime imperdoável contra a humanidade”, além de afirmar seu comprometimento no combate aos grupos terroristas que atuam no país.

Os ataques do EI no Afeganistão têm se intensificado após casos de corrupção terem sido revelados nos serviços de inteligência e forças armadas do país. Em março deste ano, um general foi preso, acusado de participar de esquemas de desvio de verba no batalhão responsável por atuar na província de Helmand. O próprio general já havia sido destacado ao cargo após seu antecessor ter sido envolvido em um escândalo que envolvia pagamentos a “soldados fantasma”.

Os casos de corrupção são apontados como uma das principais fraquezas do governo afegão, que vê seu poderio de prevenção e contra-ataque aos grupos extremistas comprometidos pela falta de mais soldados e armas de combate.

A retirada da coalização internacional liderada pelos Estados Unidos, que deixou o país em 2014, também favoreceu o EI, que vê o Estado afegão mais vulnerável.

Coalização internacional acusa Bashar al Assad de garantir “impunidade” a integrantes do EI

Liderada pelos Estados Unidos, a coalização internacional montada para combater o EI voltou a se pronunciar sobre a guerra contra os jihadistas nesta quarta-feira, dia 27. Em depoimento concedido no Pentágono, em Washington, o general britânico Felix Gedney acusou o presidente da Síria, Bashar al Assad, de ser conivente e garantir “impunidade” contra integrantes do grupo extremista que estão em território controlado por seu governo. As informações são da agência de notícias AFP.

Segundo Gedney, o governo de Assad “não está disposto ou é incapaz de derrotar” o EI, afirmando qeu a responsabilidade de combater os terroristas em território controlado pelo governo sírio é do presidente, e não da coalização internacional. "Seguiremos comprometidos em derrotá-los nas áreas atualmente controladas por nossas forças associadas na Síria, e pediremos ao regime sírio que os eliminem das áreas que estão atualmente sob seu controle”, completou.

O EI tem sofrido forte intensiva da coalização internacional e da Rússia, aliada do governo Sírio. O grupo jihadista chegou a controlar grandes territórios do Iraque e da Síria, autoproclamando um “califado”, mas as regiões foram recuperadas após sucessivos ataques militares das forças internacionais. #Terrorismo #Estado Islâmico