Na semana passada, os Cristãos alcançaram uma grande vitória no Oriente Médio. Uma igreja cristã foi reaberta no sul do Iraque, um território dominado nos últimos anos pelo grupo terrorista Estado Islâmico, que em suas investidas em nome da Jihad (guerra santa ordenada no Alcorão) destruiu inúmeros templos, matando, perseguindo e impedindo que os cristãos se reunissem para professar a fé.

O arcebispo de Erbil Bashar Matti Warda conduziu a cerimônia de reconsagração da Igreja de Saint George, em Telleskuf, no Curdistão. Para o sacerdote, essa é uma retumbante vitória da fé e da paz contra as forças do mal representadas pelo EI.

A difícil tarefa de reconstrução

Mesmo com a extinção do califado do Estado Islâmico na região, os desafios para a reconstrução do país são enormes, pois o rastro de destruição deixado pela intensa guerra civil dos últimos anos é muito grande e demandará um gigantesco trabalho de reconstrução.

Os cristãos lutam para reconstruir suas vidas e sua fé, pois suas casas e templos foram profanados, saqueados, queimados e muitos completamente destruídos. Grandes esforços estão sendo feitos para a reconstrução e consequente reabertura dos locais sagrados.

O governo húngaro vem contribuindo massivamente no financiamento das obras nas igrejas cristãs, assim como ONGs e instituições humanitárias internacionais vem representando um relevante papel na recuperação dessa região tão massacrada pelo terror.

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Um recomeço, uma nova esperança

Para o arcebispo Warda, a reabertura dos locais sagrados é mais que a reedificação de prédios, mas é sim o florescer de uma nova esperança, de um novo ciclo, onde o amor e a paz sobrepujaram o medo e a destruição. O retorno de mais de 1.000 famílias cristãs, que foram expulsas da região em 2014 é um claro sinal de que as coisas começam a voltar ao seu devido lugar.

O sacerdote cristão aproveitou o momento para chamar a atenção dos líderes mundiais, bem como da ONU, para a situação de calamidade enfrentada pelos habitantes da região e pelos cristãos que por todos esses anos foram impedidos de praticarem a sua fé. Para ele, a ajuda não deve vir apenas pelo fato de serem cristãos, mas sim pelo fator humanitário.

O Estado Islâmico instituiu seu califado de sangue em 2011 e nos anos seguintes aterrorizou todos os habitantes daquela região, em especial àqueles que não professavam a fé muçulmana. A queda dos terroristas é uma importante vitória para o mundo livre, porém, líderes de milícias aliadas do EI ainda ameaçam a paz em Telleskuf, pois há indícios que integrantes dessas facções ainda estão pela região e podem atacar a qualquer momento.