Pânico e correria tomaram conta do centro de Manhattan, em Nova York, no início da manhã desta segunda feira (11). Uma bomba de fabricação caseira explodiu em um terminal de ônibus e metrô, por volta das 7h30 (horário local), 4h30 no horário de Brasília. Apesar do susto em razão dos traumas por atentados, apenas o homem que acionou o artefato ficou gravemente ferido. Segundo os bombeiros que atenderam a ocorrência, outras três pessoas tiveram ferimentos leves.

Detido e socorrido com dilaceramentos e queimaduras pelo corpo, Akayed Ullah, de 27 anos, afirmou às autoridades que havia feito juramento de fidelidade ao Estado Islâmico. Entretanto, não há indícios de que ele seja membro da organização jihadista.

Ullah disse que agiu sozinho e que planejou o ataque em retaliação ao polêmico anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira (6), de que reconhece Jerusalém como a capital de Israel; e contra às intervenções israelitas em Gaza.

A comunidade internacional não concorda com a concessão à Israel do controle de uma das cidades mais antigas do mundo. Já os palestinos lutam, há décadas, pela fundação de seu próprio Estado e a independência de todo o território da Faixa de Gaza, separando-a de Israel, com quem faz fronteira no leste e norte.

Nascido em Bangladesh, Akayed Ullah não tem passagens pela Polícia e nem era investigado pelo serviço de inteligência do FBI, que monitora possíveis suspeitas de práticas terroristas.

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Vivendo legalmente nos EUA desde 2011, recebeu do governo americano uma licença para conduzir veículos de luxo, como limousines e táxis, até 2015.

O ataque terrorista não saiu como planejado porque, segundo Andrew Cuomo, governador de Nova York, os artefatos que Ullah amarrou ao próprio corpo tinham deficiências em seu impacto explosivo e tecnologia fraca. Na verdade, tratava-se apenas de uma simples bomba caseira amarrada ao corpo com o uso de velcro e zíperes.

Mesmo diante da baixa ameaça, um esquadrão antibombas foi chamado para verificar toda a região e três linhas do metrô tiveram seus itinerários modificados, deixando de embarcar e desembarcar passageiros na estação que fica na Rua 42 com a 8ª Avenida. Além disso, houve bloqueios em todas as vias do entorno do terminal de ônibus da Port Authority. Horas depois, as vias foram desbloqueadas e o sistema de transporte público voltou a operar normalmente na região.

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