A sereia é um dos seres mitológicos mais conhecidos da história moderna. [VIDEO]Na quarta-feira passada (6), no entanto, uma grande intriga acabou se formando entre a história das sereias e a dos humanos. Um bebê nasceu em um hospital na cidade de Kolkata, na Índia, e o que ele trazia consigo era assustador. O neném se parecia exatamente como a sereia que conhecemos.

Ele não tinha as pernas separadas e, no final delas havia uma espécie de cauda. O caso foi noticiado pelos principais tabloides do planeta, como o britânico Daily Mail. [VIDEO] A criança, na verdade, tinha a síndrome de sereia, também conhecida como sirenomelia.

O nome da doença é dada à má formação que faz com que crianças nasçam dessa forma.

Bebê que se parece com sereias morre horas após o nascimento

A mãe da criança é uma jovem indiana. Aos 23 anos, Muskura Bibi viu o desafio de ter que criar um filho que se parecia com as criaturas míticas dos mares. Infelizmente, devido às outras complicações, a criança sereia veio a falecer pouco depois que o parto acontecesse.

De qualquer forma, a raridade em torno do caso fez com que a situação repercutisse em todo o planeta. Afinal, não são todos os dias que internautas se deparam com um bebê sereia nas manchetes de sites internacionais. A curiosidade em torno do problema da criança, rapidamente, acabou sendo despertada e alguns sites contaram um pouco mais sobre esse triste mal.

Mãe do bebê sereia não havia feito acompanhamento da gravidez por pobreza

A Índia é um dos países mais pobres do mundo e onde a ascensão social é complicada devido ao sistema de castas.

A mãe da criança era muito pobre, trabalhava na área rural e, por isso, mesmo vendo a sua barriga crescer, ela não foi a um hospital por não ter como pagar nem mesmo por uma ultrassonografia. “Os pais são um casal trabalhador e não buscaram medicação adequada durante a gravidez por falta de dinheiro”, disse Sudip Saha, pediatra do hospital, que falou a respeito do caso que emocionou o mundo.

O médico explica que a grande pobreza da família pode ter acarretado a má formação dos órgãos da criança. A mãe não tinha uma alimentação adequada e trabalhava exaustivamente, o que não é recomendado para grávidas. Outra possibilidade é que o bebê, ainda dentro da barriga, estivesse com problemas de circulação. Apesar da parte inferior da criança estar com diversos problemas, o cérebro e o coração dela funcionavam perfeitamente. Não há casos registrados de bebês que sobreviveram por muito tempo com essa condição.