A cidade iraquiana de Mossul está lutando para se reerguer após o cativeiro sob o domínio do grupo terrorista Estado Islâmico. Nesta semana, quando o mundo para celebrar a festa cristã do Natal, é visível nas ruas da cidade pinheiros adornados, bonecos de neves e outras ornamentações comemorativas da data.

Quem registrou este momento fantástico de celebração na cidade iraquiana foi o professor Ali Al-Baroodi, de 36 anos. As comemorações não eram celebradas desde o ano de 2014. O professor disse que eles tinham o costume de celebrar o Natal mesmo antes de 2014.

Agora, com a liberdade alcançada, querem expressar a solidariedade aos cristãos que foram massacrados e muitos deles mortos de uma forma cruel quando o Estado Islâmico dominava a região.

Ali Al-Baroodi disse que estava passando de táxi quando algo lhe despertou a atenção. Ele falou que viu as árvores de Natal. De início, ele chegou a piscar os olhos várias vezes para ver se era verdade aquela visão. Ali não acreditava, depois de tantos anos estava acontecendo de novo. Segundo ele, voltou rapidamente para casa, buscou sua câmera fotográfica e fez questão de andar por toda a cidade e registrar aquele momento singular.

Após os registros das lindas imagens de celebração, ele publicou tudo em sua conta no Twitter. Disse que foi uma forma de mostrar para o Mundo inteiro que o regresso da diversidade de credo estava acontecendo, mesmo depois de três anos de intolerância religiosa implacável.

Registro histórico

O professor que registrou o momento histórico em Mossul é formado em inglês, não é fotógrafo profissional, gosta de fazer por hobby, e tem a natureza como tema preferido. Ele declarou que optou por não sair de Mossul e decidiu que, se sobrevivesse ao Estado Islâmico, contaria ao mundo a história de sua cidade através da arte de tirar fotos.

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O grupo EI oprimiu os cristãos na cidade. No início, não os expulsou, mas cobrava uma taxa acima do imposto deles. Com esta exigência, os cristãos se sentiram obrigados a deixar a cidade. Eles migraram para algumas cidades vizinhas. Mas como o Estado Islâmico ampliou o controle na região, os cristãos sobreviventes foram obrigados a se refugiarem em Curdistão, onde havia acampamentos improvisados.

Segundo o professor, foi bom os cristãos fugirem. Se eles tivessem ficado, não sobreviveriam, coisas horripilantes lhes teriam acontecido.

A fuga foi a coisa mais acertada para os cristãos, na opinião dele.

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